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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

“ Sabemos realmente o que é amar a Deus? ”



Já conversamos sobre a importância da bíblia como palavra autoritária de Deus, conversamos também sobre a existência de Deus comprovada pela bíblia e a criação.
Agora vamos nesse texto, abordar o que a escritura expõe de atitudes que evidenciam um amor por Deus ou não.
Geralmente, a forma como nos posicionamos quando o assunto é justiça, fidelidade, humor, lealdade, chegando ao amor, é sempre fundamentada e limitada por nosso padrão de concepção e entendimento. Estes, são quase sempre, baseados, limitados e reféns de nossos interesses. O que é interessante nisso é que construímos também os métodos para administrarmos esses padrões, que são as regras, as condições de aprovação e até de julgamento.
É sobre a maneira como entendemos o “Amar a Deus” que eu vou enfatizar nesse texto e mostrar um comparativo com a bíblia de como nosso entendimento está na grande maioria das vezes a anos-luz do padrão bíblico que Deus quer que tenhamos.
Relacionando alguns exemplos práticos:
- Vejo muitos homens (e eu, até pouco tempo atrás estava incluído) pronunciarem publicamente seu amor por suas esposas, porém seus comportamentos e disposição mostravam no mínimo uma contradição, pois estavam sempre dispostos a trair sua companheira na primeira oportunidade. Mateus 5:28: Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.
- Os filhos dizem amar seus pais, levando em consideração alguns comportamentos que eu fui testemunha ou protagonista, podemos incluir a palavra... Os filhos dizem amar seus pais, até que... sintam-se limitados e restringidos pela autoridade dos mesmos, etc., etc.
- Outros dizem, “Eu amo meu amigo”... agora, eu pergunto, e se o amigo(a) deixar de compartilhar os mesmos gostos, se não concordar com os meus erros e passar a corrigir-me. O amor permanece?
- Afirmamos ainda, “Não tenho inimigos, amo todas as pessoas, me dou bem com todo mundo”. Faço novamente a pergunta: e se essas pessoas começarem a mostrar-me o quanto estou errado em minhas concepções, modo de ver e viver as coisas, se todos disserem que eu estou errado? O amor permanece?
- Por fim dizem, “Eu amo Deus, Jesus Cristo”.
É nesse ponto que eu desenvolverei esse texto e antes que alguém diga que eu estou julgando e crie seu mundo quando tem um conceito confrontado, serve para o autor do blog também. Vamos ser sinceros e refletir, quando dizemos, “Eu amo Deus”, o que isso significa? O que deve mudar em nossas vidas como evidência de amor verdadeiro? Em que nos baseamos para definir que é esse sentimento que eu tenho? A bíblia é clara e precisa em expor atitudes que comprovam quando esse amor é verdadeiro, veja:
1 - Mateus 6:24: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará (dedicar) a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
Quem é o senhor do teu coração, da tua vontade? Você se dedica ao dinheiro (ou a tentar ganhá-lo) ao ponto de ignorar o que os padrões de Deus nos orientam sobre prosperidade, sobre acumular riquezas?
Amigos o dinheiro bem administrado é benção, tanto para nós quanto para os que estão ao nosso redor, mas o que estraga tudo é o espaço que dedicamos a ele em nosso coração. Veja I Timóteo 6:10: Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males.
O senhor de sua vida é você mesmo... sim, você mesmo. Isso fica evidenciado quando procuramos satisfazer nossas vontades, independente do que Deus quer para nossas vidas. Exemplo: Mateus 6:33: buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça. Isaías 55:6-7: Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Estas são algumas mensagens, na verdade ordenanças deixadas pelo Senhor, mas preferimos ignorar, ser indiferentes a estes alertas. Muitos podem nem pensar assim, mas se portam como se pensassem da seguinte maneira: “Como minha vontade e meu interesse prevalecem, quando eu precisar, talvez eu considere estes chamados.”
Aqui podemos falar quando o “eu” é super valorizado. Não estou querendo dizer que devemos viver como zumbis, o que eu estou querendo é que possamos meditar sobre uma coisa: eu sou o deus da minha vida? Eu vivo como se nunca fosse morrer, como se não tivesse a quem dar conta pelos meus erros. Vivo como se fosse o centro de todas as coisas, como se fosse um tipo de semideus.
2 - Mateus 22:37: Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Eu poderia transportar algumas coisas ditas no tópico anterior, mas eu vou acrescentar mais outras:
Devemos perceber a seguinte repetição; todo... toda... toda, essa ordenança requer TOTALIDADE (emoções, consciência e pensamentos).
I João 4:20: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, à quem vê, não pode amar a Deus, à quem não vê.
Tenho percebido o quanto a palavra ódio tem sido usada de maneira relevante. Parece que na sociedade atual, você dizer que está com ódio te fornece status de juiz, de poder, de liberdade para fazer o que bem entender em resposta ao que causou tal sentimento.
- Pois aquele que não ama a seu irmão, à quem vê, não pode amar a Deus, à quem não vê. Essa afirmação não é literal e nem interpretativa a ponto de fugir do que realmente está escrito: Você odeia a quem diz amar? Que contradição se a resposta a essa pergunta for positiva.
I João 5: 2 Nisto, conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos.
João 14:21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
A intensidade do teu relacionamento com a palavra de Deus é o termômetro que indica o nível de proximidade dele e conhecimento sobre ele. Os verbos praticar e guardar denotam aceitação, sujeição e atitude.
Pertencemos à classe de pessoas que diz acreditar em Deus, em Jesus, mas que ignora mesmo que algumas vezes a importância e a prioridade que sua palavra (bíblia) deve ter em nossas vidas.
- Primeiro falhamos em buscar conhecer o “Deus” que dizemos crer na fonte onde ele se revelou de maneira mais completa. Deus não criou o homem para ele viver como se ele não tivesse um Deus.
- Segundo, descartamos a exortação, a correção e os chamados vindos da parte Dele, através da bíblia em questões que não queremos mudar, ou seja, eu amo roubar, trair, mentir, enganar, passar por cima das pessoas e quanto mais longe eu estiver das ordenanças de Deus e da sua correção melhor pra mim... e mesmo assim eu digo. “Deus, Jesus, Senhor eu te amo”.
Mais um exemplo; o sexo é uma benção de Deus para a relação entre um homem e uma mulher, mediante a aliança do casamento e que se for feito fora dessa aliança é adultério, fornicação, prostituição... Aposto que muitos sabem disso, caso não, tornem-se sabedores agora.. e ai.. e agora??? Obedecer ou ignorar.. João 14:21.
Vou iniciar essa última parte com uma definição que é tão importante conhecermos, quanto sabermos a data do próximo concurso público ou se amanhã é feriado, ou até mesmo se amanhã eu vou receber aquele tão esperado prêmio..
Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei moral de Deus em atos ou natureza. O pecado é aqui definido em relação a Deus e à sua lei moral, consistindo não somente em atos isolados, como roubar, mentir ou cometer assassinato, mas também em atitudes que são contrárias as atitudes que Deus requer de nós. Vemos isso nos dez mandamentos, que não somente proíbem ações pecaminosas, mas também atitudes pecaminosas... Ou seja, você pode não cometer a ação propriamente dita, mas ao simples fato de ter seu coração, tua vontade, teus pensamentos consumidos pelo desejo de fazer (ação) já é considerado pecado.
Percebemos então que o pecado é a raiz, a essência de tudo que é ruim, o engano, a maldade, sendo assim a maior evidência de amor por Deus que alguém pode ter é a rejeição ao pecado (seu pecado, dos outros), mesmo que isso seja contra sua própria vontade momentânea e até mesmo rotineira, deixando clara a sua submissão ao único Deus. Você ama o que ele ama e odeia o que ele odeia? Ou isso é relativo pra ti?
(João 17:3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste).
Para concluir, Salmos 1:1-2 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.


Fontes de pesquisa:
Teologia Sistemática – Wayne Grudem
Bíblia de Estudo de Genebra
Blog de Adilson Marcos

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