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terça-feira, 26 de abril de 2011

Batismo por Aspersão – Uma característica de nossa Identidade

INTRODUÇÃO

Estamos vivendo uma época de crise de identidade em nossa denominação, e por isso, precisamos resgatar a nossa identidade. A Igreja Presbiteriana precisa repensar e regressar as antigas verdades outrora defendidas com afinco na igreja.
O nosso tema de hoje é polêmico, isto porque a comunidade evangélica da atualidade é IMERSIONISTA, sendo assim, talvez alguns de vocês tenham assimilado essa prática e gerado um preconceito contra o batismo por aspersão – digo que isso é natural, mas é desprovido de fundamento. Sabe como a imersão tem sido assimilada? Pelo menos de duas formas básicas:
1) Pela associação com o Batismo Católico Romano – Ser aspersionista é ser católico romano; assim, dizem os crentes modernos.
2) João Batista batizou no Rio Jordão – Esse tem sido o argumento do imersionistas, pois, eles supõem que se João, o Batista, batizou em um rio esse batismo foi por imersão.
O nosso estudo visa mostrar que estas duas premissas estão erradas. O batismo por aspersão não é do catolicismo romano, mas é uma forma bíblica de Batismo; segundo, João, o Batista, jamais praticou a imersão.


A nossa Confissão de Fé declara [1] o seguinte: “Não é necessário imergir o batizando na água; mas o batismo é corretamente administrado ASPERGINDO água sobre o candidato” (Confissão de Fé de Westminster, Cap.23 e Séc.3). Essa é a nossa tese neste estudo.

Vejamos o que podemos aprender sobre este assunto:

I – O QUE É BATISMO?

O nosso Breve Catecismo diz que “o batismo é o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela a nossa União com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da Graça, e nosso compromisso de pertencemos ao Senhor” (Breve Catecismo pergunta 94).
Nesta definição de Batismo oferecida por nosso símbolo de fé podemos destacar algumas coisas:
1.1 – O batismo é um Sacramento: O termo “Sacramento” significa algo que é Santo. Um sacramento, dentro da definição presbiteriana, é “um sinal visível de uma graça invisível” que tem sido destinada aos crentes em Cristo[2] , devemos levar em consideração este conceito presbiteriano, o batismo não é qualquer coisa, tem valor e muito valor.
1.2 – O batismo significa e sela a nossa união com Cristo: O batismo aponta para a realidade de que fomos alcançados por Cristo, Deus declara-nos que fomos salvos e que lhe pertencemos mediante este sacramento.

II – ANALISANDO O VOCÁBULO BATISMO
Os imersionistas dizem que o termo Batismo significa sempre “Imergir na água”. Dizem que os termos “Baptw”(Baptô) e “Baptizw”(Baptizô) sempre tem essa conotação. É verdade que no grego clássico estes termos significavam “imergir”, todavia, o grego Novo Testamento é o Grego conhecido como Koinê (Aquilo que é comum, aquilo que é do povo). E os termos nunca são empregados no Novo Testamento com esse sentido de imergir.

Vejamos:
1) Batizar nem sempre é imergir: Cristo não se Batizava antes de comer veja o que diz Lucas 11.38, o vocábulo grego empregado é “ebaptisqh”(Ebaptisthê).Outro fato interessante é o que Marcos diz em 7.4 “quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem( baptiswntai - baptisôntai); e há outras cousas que receberam para observar, como a lavagem( baptismouV - Baptismus) de copos, jarros e vasos de metal e camas”.
Ora, se a palavra “Batismo” significa somente imergir, então, como explicar a imersão das camas de dormir – em qual tanque eles praticavam isso? No rio Jordão? Como? Levavam a cama na cabeça até o rio?
Como explicar Dn.4.25? Na versão grega do Antigo Testamento (Conhecida como Septuaginta) diz que “Nabucodonozor foi batizado no Orvalho do Céu”. Ele foi mergulhado no orvalho? Uma gota de chuva prova a imersão ou a aspersão?


2) Batizar não é sepultar: Os imersionistas advogam que o Batismo é símbolo da morte de Cristo. E apelam para Romanos 6.4ss , estes textos fala de nossa identificação com Cristo no Batismo dele que é caracterizado como a sua morte, e este batismo, sela nossa união com Ele. Associam que o descer a sepultura de Cristo, é figura do seu batismo, a pergunta é: Cristo foi sepultado como nós ocidentais somos? Ele foi baixado na cova, ou foi sepultado dentro de uma rocha, ou caverna? Então, o modelo de nosso sepultamento não serve para tal simbolismo do batismo de Cristo.

III – JOÃO, O BATISTA – UM IMERSIONISTA?

Os imersionistas agarram-se a João Batista dizendo que ele praticou a imersão. Será que João praticou a imersão no seu ministério?Alguns argumentam que ele batizou no Rio Jordão, ora se ele batizava em um rio, logo, ele batizava por imersão. Parece-nos uma conclusão lógica.Temos alguns problemas com essa argumentação:

1) Quem era João Batista? Todos nós sabemos que João era o primo de Cristo, e Filho de Isabel e Zacarias. Mas qual é era a função João? Jesus disse que João era Profeta. Por isso, Cristo disse que ele era o Elias prometido conforme profetizado por Malaquias 4.5, isto é fato descrito por Mateus 11.10-13. O que iria fazer o “Elias prometido”? Em Malaquias 3.1,3 diz que ele “purificará os filhos de Levi”, mas como era feita a purificação dos Filhos de Levi? Era por imersão ou aspersão? Veja o que diz Números 8.6-7. Então, João não poderia ser um imersionista.
2) João como profeta não poderia introduzir um novo rito de purificação: É público e notório que todos os ritos de purificação no V.T eram por aspersão, e todos os profetas praticaram a aspersão como rito de purificação, especialmente porque Moisés havia recebido a ordem de Deus para isso, logo, nenhum profeta poderia alterar o rito, como João, sendo um judeu levita, poderia introduzir tal rito estranho? Basta olharmos o primeiro capítulo do Evangelho de João 1.25 (evangelista) para vermos que isso era impossível.

IV – ALGUMAS PASSAGENS DA ESCRITURA E ASPERSÃO PROVADA
Neste momento queremos mostrar alguns textos das Escrituras onde a imersão não aparece, e torna-se evidente que a aspersão é o caso aplicado. Estes textos provam que a imersão nunca foi uma prática bíblica, e assim, a aspersão é bíblica – não pode existir duas verdades quando uma se opõe a outra, vejamos:


1) Paulo não foi imerso: Não há como negar que Paulo foi batizado em pé Atos 9.18; 22.16. A expressão no original grego anastas ebaptisqh(anastas ebaptisthê) o particípio grego “anastas” indica que houve uma ação simultânea entre o levantar e ser batizado. Não há porque supor que havia um tanque batismal na casa para isso, pois, tal não era a prática de judeus já apegados a aspersão.


2) As abluções são traduzidas por batismos: O autor do livro de Hebreus que as várias cerimônias de purificações no V.T são chamadas de “batismos” isso no capítulo 9.10 e as descreve nos versículos 19-22


3) Como explicar a imersão em I Corintios 10.1,2: É possível ser imerso na nuvem? Ou no Mar Vermelho? Os israelitas foram imersos no Mar Vermelho? Não foram os egípcios? Como podemos ser mergulhados em Moisés? Este texto só tem explicação se a aspersão foi admitida no termo “batismo” que é empregado aqui.


4) Atos 2.41 prova a imersão? A resposta é não. Porque os imersionistas não consideram algumas coisas.
4.1) não havia rio dentro da cidade de Jerusalém.
4.2) como mergulhar 3 mil pessoas em um dia, em um local sem águas para a imersão ser praticada..

Conclusão

Este estudo tem o caráter de ser uma introdução ao assunto, solicitamos que todos possam estudar este assunto com afinco, e assim, possamos resgatar a nossa identidade.


[1] A Igreja Presbiteriana do Brasil possui três símbolos de Fé: 1) A Confissão de Fé de Westminster; 2) O Breve Catecismo de Westminster; 3) O Catecismo Maior de Westminster.
[2] Veja-se a Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 26, Seção 1.

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Por João Ricardo Ferreira de França

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Revelação X Razão

Abusca do homem pelo significado da vida tem dado origem a várias abordagens filosóficas que tentam responder a questões concernentes a origem, propósito e destino do homem. As respostas contraditórias a estas questões revelam o fracasso da razão humana. Quando o apóstolo Paulo visitou a cidade de Atenas, ele teve oportunidade para oferecer uma abordagem alternativa. Paulo declarou que o homem podia conhecer as respostas para as questões mais difíceis da vida, não olhando para dentro, mas através da revelação. Deus revelou as respostas a estas importantes questões. Paulo, de um modo direto e simples, deu as respostas a três das mais importantes questões. De onde vim? Porque estou aqui? Para onde vou?

A questão da origem é respondida por Paulo em Atos 17:22-26. "Deus fez o mundo e tudo o que nele existe". É por revelação e não por experiência ou especulação que sabemos que "No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1:1).

Em Atos 17:27-29 é dada por Paulo a resposta para a questão do propósito do homem. Temos que "buscar o Senhor". De todas as coisas que poderiam ocupar nosso tempo e esforço neste planeta, esta é a única matéria de suprema importância. Não somente podemos buscar o Senhor, mas Paulo assegura-nos de que ele pode ser achado.

Finalmente em Atos 17:30-31, a questão do destino é respondida na advertência de que Deus julgará o mundo. Porque este é nosso destino nós, como os atenienses, precisamos dar atenção às palavras de Paulo que, pela revelação, advertiu-nos de que nossa única esperança de perdão e galardão está no arrependimento e obediência ao Senhor. Na morte do Senhor o preço foi pago por nossos pecados e na sua ressurreição está a prova de sua declaração de divindade.

É pela revelação que "nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pedro 1:3). A busca do homem por significado começa e termina com Deus.



terça-feira, 19 de abril de 2011


Não se desvie do Único Evangelho!

Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.

1 Coríntios 2:2

O que você pensa de Cristo?

Eis aqui um problema que muita gente enfrenta.

Respondendo a esta pergunta, uns dizem: Cristo foi um revolucionário, um mártir, um filósofo. Quando Pedro foi questionado juntamente com os outros discípulos a respeito de quem era Cristo, respondeu: “Tu és o Cristo, o filho de Deus vivo” em outras palavras; “Tu és o Messias, o ungido de Deus, o enviado de Deus”.

O destino da alma humana depende da resposta a esta pergunta, Cristo mesmo disse: “Se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”, “aquele que crê em mim tem a vida eterna”.

Vamos relembrar o testemunho do apóstolo Paulo, ele disse ao povo de Corinto: “Estou resolvido a não saber outra coisa entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado”.

O Cristo que ele pregava era um Cristo particular, claramente definido, isto é, que fora crucificado pelos nossos pecados, derramando o seu sangue na cruz do calvário e, no terceiro dia, Deus o ressuscitou dentre os mortos. A igreja através dos séculos, tem sabido manter atitude digna, correta e positiva a respeito destas doutrinas fundamentais;

“ainda que nós, ou um anjo do céu, preguemos qualquer outro evangelho, além do que temos anunciado, seja anátema” Gálatas 1:8

Ele fala em “nós”, incluindo a si próprio, embora ele tivesse fundado a igreja em Galácia e os membros dela fossem seus filhos na fé. Ele os prevenia afirmando que se ele mesmo ali voltasse, dois, três ou cinco anos depois e, lhes dissesse que possuía agora uma nova iluminação ou que havia descoberto o evangelho social, o evangelho da prosperidade, ou que, como resultado de estudos profundos em alguma escola em Alexandria, ele estava convencido da significação social da sua nova mensagem e queria adicionar algo ao que lhes havia ensinado, se tal acontecesse ele os prevenia de que o deveriam considerar anátema, ou seja maldito, e proibi-lo de pregar.

Diz ainda mais, que se qualquer anjo, mesmo o próprio Gabriel, apresentando todas as credenciais do céu, informando-lhes que era o anjo que aparecera a Zacarias e que anunciava a Maria o nascimento de Jesus Cristo, mas fosse portador de mensagem diferente da que haviam recebido não o deviam ouvir. Ao contrário, deviam tê-lo como maldito, a expressão é forte.

Por fim, diz ainda Paulo: “conforme já vos falamos e outra vez dizemos: se alguém vos pregar qualquer outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Gálatas 1:9

Se qualquer indivíduo, seja quem for, ou qualquer igreja, não importa a que grupo pertença, apresentar uma mensagem que se desvie do caminho já traçado, deve ser considerado anátema.

O ensino claro é, certamente, que há um só evangelho e que só ele levará os homens à salvação.

Qualquer outro evangelho, pervertido, modificado, contrariado, poluído ou aumentado desvia e destrói as almas dos homens.

O que Paulo salienta aqui é que a igreja deve pregar e ouvir uma só mensagem, não deve jamais dar ouvidos a “outro evangelho” que não é outro. O cristianismo histórico, através dos séculos, tem dado testemunho do exclusivismo e do evangelho de Jesus Cristo.

Se você é um crente que leva a Palavra de Deus a sério, levante-se contra os falsos ensinos que há por aí. Não tenha medo de dizer o que a Bíblia diz. Estamos num campo de Batalha e a Bíblia é a espada do espírito. Empunhe-a, seja íntegro, honesto e só afirme o que a Bíblia diz e nada mais.

Tem muita gente dizendo-se irmão que está trazendo uma nova mensagem, acrescentando diversas coisas à Bíblia, chamando a atenção das pessoas para estes acréscimos, você que é um crente sincero, honesto sabe muito bem do que estou falando.

“Ainda que nós, ou um anjo do céu, preguemos qualquer outro evangelho além do que temos anunciado, seja maldito” disse o apóstolo Paulo.

Pr. José Vasconcelos da Silva Filho

Pastor da IPF do IPSEP-Recife-PE

Professor do Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil - Recife

Nosso pastor e colaborador.


15 princípios para viver como cristão em um mundo crescentemente hostil

Por: Adrian Warnock



1. Precisamos tomar cuidado para não generalizar. É fácil e intelectualmente preguiçoso assumir que todos os cristãos ou todos os evangélicos e até mesmo todos os muçulmanos pensam de uma certa forma e agirão, portanto, de uma certa maneira. Isso é patentemente falso.

2. Cada indivíduo de fé tem sua própria consciência. É claro que ela será influenciada pelas interpretações dos seus líderes e outros membros da igreja, mas no final das contas todos nós permanecemos de pé ou caímos diante do nosso próprio Mestre (Romanos 14:4). Temos que entender e aceitar que pessoas de fé genuína podem chegar a conclusões muito diferentes de nós em certos assuntos.

3. Jamais devemos compelir outros a agir contra suas consciências. O que não procede de fé é pecado.(Romanos 14:23)

4. Um aspecto crítico que os cristãos têm que trabalhar é a distinção entre apoiar os outros e participar do pecado alheio. Isso nem sempre é tão claro quanto se possa pensar inicialmente.

5. Para usar alguns exemplos, se você está convencido que a aspersão de bebês está errada, você peca por comparecer ao batizado de um membro da família? A maioria provavelmente pensa que não. Mas a maioria de nós concordaria que se você não acredita em batismo de adultos para alguém que já tenha sido batizado quando bebê estaria errado em ser batizado só para que pudesse integrar-se a uma igreja.

6. Precisamos aprender a ser cativantes e a falar a verdade em amor (Efésios 4:15) quando discordamos de outros cristãos ou de incrédulos.

7. Não é razoável esperarmos que aqueles que não conhecem a Jesus sigam códigos morais bíblicos.

8. Devemos cuidar para não sermos mais conhecidos por aquilo que somos contra do que por aquilo que defendemos e cuidar para que sejamos pessoas cheias de amor.

9. Jesus era conhecido como amigo de pecadores e não teve problema algum em comer com cobradores de impostos.

10. Precisamos aprender a estar no mundo sem ser do mundo.

11. Se nós vamos ser uma sociedade que verdadeiramente valoriza a diversidade um dos diversos conjuntos de opiniões que temos que aprender a valorizar como sociedade é o daqueles que levam suas escrituras a sério. Eu digo isso cuidadosamente, porque os cristãos não são os únicos que enfrentam esse problema no século 21.

12. Temos que entender cuidadosamente o que o Estado ordena e exige de nós e em quase todos os casos obedecê-lo. Devemos dar a César o que é de César (Marcos 12:17).

13. Haverá momentos em que o que o Estado pede que façamos estará em conflito direto com algo que Deus ordena e cobra de nós. Nessas circunstâncias, nós temos que obedecer a Deus e não ao homem (Atos 4:19). Devemos dar a Deus o que é de Deus (Marcos 12:17).

14. Há tempos em que precisamos aprender a ser uma Ester, o agente secreto de Deus em um mundo que nos odeia, construindo um depósito de confiança e honra, mas (como ordenado por Mordecai) não dizendo quem realmente somos. (Ester 2:10)

15. Há tempos em que temos que falar. Um dessas vezes é quando somos questionados diretamente sobre algo. Não devemos mentir. Não devemos negá-lo. Devemos ser destemidos, porém gentis, quando chamados a tomar posição por nosso Deus e o Seu glorioso Evangelho. (1 Pedro 3:15-16)

Fonte: Extraído do AdrianWarnock.com.

Tradução: Juliano Heyse do Site Bom Caminho

Postado por Marcelo Gomes, Ministro do Deus Altíssimo