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quarta-feira, 28 de março de 2012

Militantes islâmicos expulsam 90% dos cristãos de cidade da Síria


               



A agência de notícias católica Fides, do Vaticano, denunciou em seu site que mercenários estão fazendo uma “limpeza étnica” na cidade síria de Homs. Cerca de 90% dos cristãos da cidade já foram expulsos e perderam as suas casas. Além da questão religiosa, a maioria dos cristãos apóia o atual líder do país, o presidente Bashar Assad, que defende a liberdade religiosa.
Essas informações foram dadas pela Igreja Ortodoxa, denominação cristã majoritária na Síria. Esse grupo de mercenários inclui sírios, líbios e iraquianos e atendem pelo nome de Brigada Faruq. Esse e outros grupos terroristas similares seriam financiados e armados, segundo as denúncias, pela CIA. Outras notícias dão conta que a brigada é ligada religiosamente à Al Qaeda.
Os militantes islâmicos armados já conseguiram expulsar 90% dos cristãos de Homs. O Vigário Apostólico Dom Giuseppe Nazzaro explica que “essas informações começam a quebrar o muro de silêncio até hoje construído pela imprensa em todo o mundo, numa situação em que estão crescendo os movimentos terroristas”.
Ele lembra ainda de alguns episódios recentes: “No domingo passado, um carro-bomba explodiu em Aleppo, nas proximidades da escola dos padres franciscanos. Por algum milagre foi evitado um massacre de crianças do centro de catequese da Igreja de São Boaventura: o franciscano responsável, percebendo o perigo, fez as crianças sair 15 minutos antes da hora habitual”.
Os cristãos que ainda permaneceram na cidade de Homs procuram levar conforto e ajuda humanitária a pessoas em estado de necessidade de extrema miséria, bem como a refugiados.
Enquanto as forças de oposição tentam livrar a síria de seu ditador e o país vive um clima de guerra civil, há constantes atos de violência, abusos e torturas, conforme mostra o relatório da ONG “Human Rights Watch”.
Segundo dados das Nações Unidas, nos últimos anos já morreram mais de oito mil pessoas, incluindo centenas de crianças, por causa da repressão do governo, que por sua vez acusa a grupos terroristas pelas mortes.
Dos 23 milhões de habitantes do país, apenas cerca de 10% são cristãos. A Igreja Ortodoxa Síria reúne cerca de 60% deles, os católicos são o segundo grupo mais numeroso.
Segundo fontes da igreja ortodoxa, os militantes foram de porta em porta em diversos bairros, obrigando os cristãos a fugir, sem ter a chance de pegar seus pertences. Um número não revelado de cristãos foi morto ao tentar resistir.
Já passou de um ano o início da revolta contra o regime sírio e, devido aos bombardeamentos na província de Homs, mais de 10 mil pessoas continuam buscando refúgio nos países vizinhos.
Segundo um pediatra do hospital de Damasco, na Síria, as crianças não são isentas de torturas e massacres. Recentemente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou o assassinato de crianças muito pequenas e mulheres na aldeia de Karm el Zaitun, em Homs.

Traduzido e adaptado de Christian Post  
Fonte: noticias.gospelprime.com.br

Padre afirma que apenas a Igreja Católica pode perdoar os pecados


Nessa lógica os evangélicos estariam condenados ao inferno por não passarem pelo confessionário






Em uma entrevista para a agência de notícias Zenit, com sede no Vaticano, o padre Hernán Jiménez afirmou que apenas a Igreja Católica pode perdoar os pecados, o que pela lógica condenaria os evangélicos que não passam pela confissão.
A afirmação foi dada quando o repórter José Antonio Varela Vidal questionou o padre a respeito da ligação direta com Deus, mas ele afirma que essa ligação acontece somente com a oração e não com a confissão dos pecados. “Com Deus há uma comunicação direta com a oração e a meditação interior, mas nunca a remissão dos pecados. Segundo o mandamento do Senhor somente os apóstolos e seus sucessores, os sacerdotes, o fazem”, disse.
Jiménez é um padre da ordem dominicana, que é confessor da Igreja Santa Maria Maior (em italiano Basilica di Santa Maria Maggiore), de Roma, essa igreja pertence aos quatro templos papais encarregados do rito da confissão, por isso o pároco afirma que somente a Igreja Católica pode perdoar os pecados.
“A base está nos Evangelhos, em João 20: 22 – 23. O sacerdote atua em nome de Deus e o faz por meio do mandato da Igreja, que recebe a ordenação sacerdotal. O sacerdote redime todo o pecado a fórmula: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, diz.
Nesse caso quem não passa pelo confessionário Católico não estaria perdoado e, portanto, estaria condenado ao inferno.
O Papa Bento XVI também tem afirmado em suas declarações que a nova evangelização precisa passar pelo confessionário, ou seja, a pessoa evangelizada só estará completamente salva se fizer a confissão de seus pecados para um padre.


Traduzido e adaptado de Acontecer Cristiano

quarta-feira, 21 de março de 2012

Carta dos bispos católicos sobre o casamento gay



Esta semana o governo de coligação deverá apresentar seu documento de consulta sobre a proposta de mudança na definição legal de casamento, de modo a abrir a instituição do casamento a pessoas do mesmo sexo.
Hoje queremos colocar diante de vocês a visão católica do matrimónio e da luz que ela lança sobre a importância do casamento para a nossa sociedade.
As raízes da instituição do casamento se encontram em nossa natureza. Masculino e feminino fomos criados, e escrito em nossa natureza é esse padrão de complementaridade e da fertilidade. Este padrão é, claro, afirmado por muitas outras tradições religiosas. Ensinamento cristão preenche esse padrão e revela seu significado mais profundo, mas nem a Igreja nem o Estado tem o poder de mudar esta compreensão fundamental do próprio casamento. E isso não é simplesmente uma questão de opinião pública.

Entendida como um compromisso de vida entre um homem e uma mulher, e para a criação e educação dos filhos, o casamento é uma expressão de nossa humanidade fundamental. Sua natureza jurídica é fruto da experiência prudente, para o bem dos cônjuges e do bem da família. Desta forma a sociedade preza o casal como a fonte e encarregados de educação da próxima geração. Como um casamento instituição é a base da nossa sociedade.
Existem muitas razões pelas quais as pessoas se casam. Para a maioria dos casais, há uma compreensão instintiva de que a estabilidade de um casamento proporciona o melhor contexto para o florescimento de seu relacionamento e para criar seus filhos.Sociedade reconhece o casamento como uma instituição importante para essas mesmas razões: melhorar a estabilidade na sociedade e de respeitar e apoiar os pais na tarefa crucial de ter filhos e criá-los da melhor forma possível.
A Igreja começa a partir desta valorização que o casamento é uma instituição natural, e de fato, a Igreja reconhece o casamento civil. A compreensão católica do casamento, no entanto, levanta isso para um novo nível. Como o Catecismo diz: "A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma parceria de toda a vida, por sua natureza é ordenada para o bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, esta aliança entre batizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento. "(para.1601)
Estas palavras bastante abstractos são refletidas no entanto imperfeitamente na experiência de casais. Sabemos que no coração de um bom casamento é uma relação de poder e riqueza surpreendente, para o casal, seus filhos, seu círculo mais amplo de amigos e parentes e da sociedade. Como Sacramento, este é um lugar onde a graça divina flui. Na verdade, o casamento é uma participação no mistério da vida do próprio Deus: o fluxo interminável e perfeita de amor entre Pai, Filho e Espírito Santo.
Sabemos, também, que, assim como o amor de Deus é criativo, assim também o amor de marido e mulher é criadora de vida nova. Está aberto, em sua essência, para acolher a vida nova, pronta para amar e cuidar que a vida em sua plenitude, não só aqui na terra, mas também para a eternidade.
Esta é uma visão elevada e nobre, pois o casamento é uma vocação alta e nobre. Não é facilmente seguido. Mas temos a certeza de que Cristo está no coração do casamento, a sua presença é um presente a certeza do Deus que é Amor, que não quer nada mais do que pelo amor de marido e mulher para encontrar o seu cumprimento. Assim, o esforço diário que o casamento exige, as muitas maneiras em que as quebras de vida da família e remodela nós, é uma participação na missão de Cristo, que consiste em tornar visível no mundo do amor criador e perdão de Deus.
Nestas formas entendemos que o casamento seja um chamado à santidade de marido e mulher, com filhos reconhecidos e amados como dom de Deus, com fidelidade e permanência como as fronteiras que criam o seu espaço sagrado. O casamento é também uma testemunha crucial na nossa sociedade, contribuindo para a sua estabilidade, sua capacidade de compaixão e do perdão e do seu futuro, de uma maneira que nenhuma outra instituição pode.
Ao colocar antes de estes pensamentos sobre por que o casamento é tão importante, nós também queremos reconhecer a experiência de quem já sofreu a dor da perda ou avaria relação ea sua contribuição para a Igreja ea sociedade. Muitos oferecem um notável exemplo de coragem e fidelidade. Muitos se esforçam para fazer o melhor que sair de situações difíceis e complexas. Esperamos que eles são sempre bem-vindas e ajudou a sentir-se membros valiosos de nossas comunidades paroquiais.
As razões apontadas pelo nosso governo para querer mudar a definição de casamento são os da igualdade e da discriminação. Mas o nosso presente lei não discrimina injustamente, quando se requer tanto um homem e uma mulher para o casamento. Ele simplesmente reconhece e protege a natureza específica do casamento.
Alterar a definição legal do casamento seria um passo profundamente radical. Suas conseqüências devem ser levadas a sério agora. A lei ajuda a moldar e formar valores sociais e culturais. A mudança na lei seria gradual e inevitavelmente transformar entendimento da sociedade sobre o propósito do casamento. Seria reduzi-lo apenas para o compromisso das duas pessoas envolvidas. Não haveria o reconhecimento da complementaridade de casamento homem e mulher ou que se destina à procriação e educação dos filhos.
Temos o dever de as pessoas casadas, hoje e para aqueles que virão depois de nós, para fazer tudo o que pudermos para garantir que o verdadeiro significado do casamento não está perdido para as gerações futuras.
Com todas as bênçãos,
Reverendíssimo V. Nichols, Reverendíssimo P. Smith
POSTADO BYARCHBISHOP Cranmer AT 12:00 AM LINK PERMANENTE

terça-feira, 20 de março de 2012

Pastores morrem cantando hino da harpa e emocionam bombeiros que os socorriam após acidente


Por Redação Gospel+ em 28 de fevereiro de 2010
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Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidenteenvolvendo sete veículos, na manhã de ontem, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica no Espírito Santo.
Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.

Os veículos – cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey – bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.
Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica – Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão – de uma empresa de cerveja – não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.
Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.
O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.
Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate  dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.
A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.
O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia  que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.
O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado por 2 pastores sobrevivente, e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores ainda com vida, que estavam presos nas ferragens.
As testemunha citadas acima, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus de ti!
Aos poucos suas vozes foram silenciando-se para sempre.
As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão .
Fonte: Genizah Virtual / Gospel+ 
Via: Gospel Prime

Arábia Saudita: Líder islâmico pede destruição de todas as igrejas cristãs da região




Uma declaração feita recentemente por um líder islâmico tem causado grande apreensão às igrejas localizadas nos países árabes. O sheikh Abdul Aziz Bin Abdullah declarou à imprensa árabe que, “é necessário destruir todas as igrejas da região”, o líder religioso é o Grande Mufti da Arábia Saudita, o que representa um dos graus máximos da hierarquia do islã. É do Mufti a responsabilidade de interpretar a Sharia, a lei islâmica.
O sheikh deu a declaração quando questionado sobre o posicionamento do parlamento do Kuwait, que afirmou que nenhuma igreja deveria ser construída no país, entretanto o Grande Mufti exortou que, “o Kuwait é parte da Península Arábica, e por isso é necessário destruir todas as igrejas do país”. Seu posicionamento foi embasado no Haith, que é o conjunto de leis e histórias sobre a vida do profeta Maomé, segundo o qual teria dito antes de sua morte que “não pode haver duas religiões na Península Arábica”, logo, o Islã é a única religião que pode ser praticada na região.
A declaração de Abdul Aziz Bin Abdullah não se trata de uma mera opinião, mas de um líder com grande influência sobre todo o povo islâmico, ele é presidente do Conselho Supremo dos Ulemas, que congrega os estudiosos islâmicos, o sheikh ainda compõe o Comitê Permanente para a Investigação Científica e emissão de fatwas, como presidente, o grupo é responsável pela interpretação da lei islâmica.
O fato mais preocupante é que líderes como sheikh Abdullah são irrepreensíveis em seu país, tanto pelo povo, pelas instituições e mesmo a imprensa. De acordo com Raymond Ibrahim, membro associado do Fórum do Oriente Médio e um dos informantes do caso, “a omissão dos principais meios de comunicação, universidades, e da maioria dos políticos ocidentais sobre o que a Igreja Cristã tem enfrentado nos países de maioria muçulmana, demonstra o quão voltado o ocidente está, para os seus próprios interesses”, desabafa.
Fonte: Gospel+

segunda-feira, 19 de março de 2012

'Foi muito assustador', diz pastor que teve filha sequestrada no Egito



Ele diz que ainda aguarda notícias dela e de outra mulher da excursão.
'A gente pensou que fosse um assalto', diz Dejair Batista Silvério.






O pastor Dejair Batista Silvério, de 60 anos, afirmou na noite deste domingo (18) que a filha dele Sara Lima Silvério, de 18 anos, e a amiga Zélia Magalhães de Mello, de 45, foram sequestradas no Egito após beduínos "metralharem" o ônibus onde eles estavam, a caminho do Monte Sinai.
Em entrevista ao G1 por telefone do Egito, Silvério disse que ainda aguardava notícias da filha e da amiga, que viajaram em um grupo de 42 pessoas em uma excursão. Todos fazem parte da Igreja Evangélica Avivamento da Fé, que tem sede em Osasco, na Grande São Paulo.

Os turistas brasileiros haviam saído do Cairo e tomado uma estrada rumo ao Monte Sinai. "De repente, dois carros ultrapassaram o ônibus e eles desceram atirando. Foram vários disparos, de metralhadora e de fuzil. Eles atiraram na porta do ônibus. Achei que estavam até atirando na gente já. Foi então que eles entraram no ônibus e levaram as duas para fora."
Silvério disse não saber o porquê da escolha das duas. "Foi muito assustador. A gente pessou que fosse um assalto", afirmou. "No começo, a gente achou que eles iam usar as duas como reféns para roubar as pessoas do ônibus."
O ônibus foi interceptado por um grupo de beduínos que sequestrou, além das duas brasileiras, o segurança do ônibus, que é egípcio e estava armado, segundo fontes do Itamaraty.
Os sequestradores colocaram os reféns em um carro e fugiram para uma região montanhosa, segundo autoridades egípcias.
Os demais brasileiros que estavam no veículo foram escoltados por duas equipes das Forças Armadas egípcias para um hotel perto do Monte Sinai, segundo Silvério.
O pastor disse que um general egípcio garantiu que a filha dele ia ser libertada e levada ao hotel até as 22h. "Assim que aconteceu o sequestro, ele tomou conta do caso, reuniu vários líderes beduínos e falou para mim: 'Eu empenho a minha palavra, a minha honra, que às 22h estarei com as duas aqui", disse. "Já são 23h e nada", afirmou, no momento da entrevista.
"Só quero que minha filha chegue para eu poder abraçá-la", afirmou o pastor, que viajou acompanhado da mulher e de sua outra filha. "Deus permitiu que a missionária Zélia fosse sequestrada junto porque ela ama muito a minha filha e sei que ela dará carinho, confortará minha filha", afirmou Silvério.
"Foi uma coisa tão rápida e chocante. Foi impressionante. São pessoas treinadas, com guerrilha", afirmou.
Ele agradeceu o governo brasileiro pela "rapidez" com que entraram em contato com as autoridades do Egito. "Recebi uma ligação do embaixador. Também fui avisado que o Itamaraty já estava sabendo e tomando as providências."
A intenção do grupo era cruzar a fronteira com Israel nesta semana e voltar ao Brasil no dia 27. "Creio que não haverá alterações. Nesse lugar Deus sempre operou muitos lugares. Não vou deixar de crer no Deus que eu sirvo, pensar que ele vá negar fogo em uma hora dessas."
Terceiro caso
Vários casos parecidos, envolvendo estrangeiros, ocorreram na região em 2012.
Em fevereiro, beduínos sequestraram três turistas sul-coreanos, pouco depois de um crime similar contra duas americanas e um guia egípcio, com a exigência de libertação de companheiros detidos.
Os turistas e o guia foram libertados rapidamente e sem ferimentos, assim como 25 trabalhadores chineses que haviam sido sequestrados em janeiro e que ficaram cerca de 20 horas como reféns.
Beduínos foram presos por conta de envolvimento em atentados praticados na região entre 2004 e 2006, que mataram cerca de 130 pessoas.
Além de pedir a libertação dos companheiros, os beduínos também relatam descontentamento em relação à maneira como são tratados pelo governo provisório egpcio, no poder desde a queda do ditador Hosni Mubarak no ano passado.
Os beduínos pegaram em armas para ajudar a rebelião que derrubou Mubarak, mas consideram que não foram recompensados por isso pela junta militar egípcia.
Isso aumentou a tensão e a violência na região, com com ataques a delegacias de polícia e explosões frequentes contra oleodutos que levam gás ao vizinho Israel.
A pouco habitada região abriga a maioria dos luxuosos resorts egípcios, ao mesmo tempo que é o local de moradia de grande parte da pobre população beduína.
 
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