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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ESCOLHIDOS E CHAMADOS POR DEUS PARA LOUVOR E GLÓRIA DE SEU NOME




II Pedro 1:3-15

Introdução

A segunda carta de Pedro foi escrita a cristãos que estavam enfrentando as ameaças de heresias que eram introduzidas por falsos mestres. Assim Pedro pede a estes cristãos que permaneçam firmes na vida cristã, mantendo uma vida de fé pura em Cristo.

Um dos grandes desafios que temos em nosso relacionamento com Deus é o permanecermos firmes e constantes em servi-lo, mesmo em meio às dificuldades.
Nos versos que lemos no capitulo 1:3-15, observamos que Pedro sabia que sua morte se aproximava, pois Cristo lhe havia revelado isso. Mesmo ciente disso, Pedro permanece fiel, procurando cumprir a sua missão de ajudar os seus irmãos em Cristo.

Assim, Pedro escreve nestes versos para os irmãos pedindo que se lembrem de algumas coisas que os ajudariam a ficar firmes em Cristo(V.12-13). Também faz questão de lembrar-lhes deviam se apegar a lembrança de que Deus os havia chamado e escolhidos (v.10). Pedro também lhes lembra que em Cristo, eles teriam tudo que é necessário para permanecerem firmes e fieis em cumprir o que Deu havia estabelecido para eles (v.3).

Vejamos então as principais lições para nossas vidas que podem ser tiradas destes versos:

Em Cristo, temos tudo que precisamos para ser vencedores. V.3

Se as lutas são grandes, não desanime. Se as montanhas são altas demais, creia que Deus pode lhe dar as ferramentas para superá-las. Se os vales são escuros e tenebrosos, o Senhor é a nossa luz. Portanto, fique firme. Deus sempre esta conosco. Alguem já disse: "Quando eu acordar, o Senhor estará comigo. E se eu não acordar, eu estarei com Ele".

No verso 3, aprendemos que Cristo esta sempre conosco providenciando tudo que necessitamos para viver uma vida que agrada a Ele. Assim, podemos vencer todas as circunstâncias difíceis, o pecado, e as nossas próprias fraquezas e limites quando estamos em Cristo.

Pedro nos mostra no verso 3, que na medida em que conhecemos ao Senhor, passamos a ser mais envolvidos pela sua glória e bondade. Nesse aspecto passamos a ser mais semelhantes a Deus. Passamos a refletir mais sua luz.

Assim meu irmão, não desanime. Em Cristo tudo já foi providenciado. Venha e participe do grande banquete que Deus já nos preparou.

Lembra-se da parábola do grande banquete. Os convidados foram chamados e o Senhor que tudo já estava preparado. Descanse e venha com tranquilidade para participar do grande banquete de celebração da sua vitória em Cristo que já foi preparada bem antes.


Em Cristo, temos as características de um vencedor. V.4, 8, 9

No verso 4, Pedro declara que Cristo tem nos dado maravilhosos e preciosos dons que prometeu. São estes dons que nos capacitam a sermos vitoriosos sobre o pecado.
É por meio de Cristo, que adquirimos as características de um vencedor. Vejamos estas características:



· V.5. A bondade. Que nos faz ser pessoas que promovem o bem para o próximo.

· V.5. O conhecimento de Deus. Que nos faz ser mais íntimos dEle. Conhecimento que nos ajuda a termos uma vida de mais equilíbrio.

· V.6. O domínio próprio. Que nos ensina a ter controle em situações de pressão e dificuldade.

· V.6. A perseverança. Que nos transforma em pessoas constantes e firmes em terminar tudo que começamos.

· V.7. A devoção. Que nos leva sermos mais dedicados e consagrados ao Senhor.

· V.8. A amizade. Que nos leva a termos mais comunhão com nossos irmãos.

· V. 8. O amor. Que é o sentimento mais importante na vida do Cristão, no serviço ao Senhor e a Igreja.

Mas porque precisamos destas qualidades? Nos versos 8 e 9 Pedro nos responde isso ao dizer que quando temos estas qualidades seremos cada vez mais ativos na obra do Senhor, produzindo cada vez mais frutos. Pedro ainda diz que quando não cultivamos estas qualidades somos como cegos, que não sabem para onde estão indo, e assim encontram-se perdidos.
Li há pouco tempo, a respeito da bananeira. É quase indestrutível. Você pode picá-la em pedacinhos, mas vai continuar crescendo. Pode queimá-la, mas vai continuar crescendo. Há apenas uma maneira de acabar com a bananeira: arrancando suas raízes. As raízes são a chave do fruto. (Rick Warren, em "Poder Para Ser Vitorioso", Pág. 188 – Ed Vida).
A bondade, o conhecimento de Deus, o domínio próprio, a perseverança, a devoção, a amizade, o amor são algumas das raízes que necessitamos para não sermos abatidos na vida espiritual.

Em Cristo, esta firmada nossa chamada e escolha. V.10

Pedro lembra aos irmãos que procurem ficar cada vez mais firmes na convicção de que foram chamados e escolhidos por Deus. Fazendo isso, jamais abandonariam a fé.

O que Pedro nos ensina aqui é importante. Precisamos aprender a nos apegar as promessas de Deus quando estamos enfrentamos lutas espirituais.
Precisamos aprender a pensar mais nestas promessas quando passamos por tribulações.
Há pessoas que enchem seus corações com dúvidas e conflitos terríveis nestas horas. Pedro aqui nos ensina a ficar firmes na promessa de que fomos chamados e escolhidos.

Conclusão

Pedro finaliza suas palavras, relembrando a seus irmãos, nos versos 12-15, que enquanto vivesse viveria para servir ao Senhor, procurando lembrar a todos de tudo aquilo que havia aprendido com Cristo.
Pedro nos ensina que todos nós vivemos para um grande proposito. Nosso propósito é o de servir a Cristo. Não percamos mais tempo com coisinhas supérfluas que nos afastam de Deus e de sua glória. Vivamos para servir. Tenhamos o cuidado de não cair na cilada da frieza espiritual como muitos tem caído neste últimos dias, deixando que o primeiro amor morra em seus corações.
Sigamos firmes e constantes, confiando nas promessas do Senhor.

 Pr Josias moura

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ARREPENDER OU PERECER


POR
ARTHUR W. PINK


Estas foram as palavras do Filho encarnado de Deus. Elas nunca foram canceladas; e não serão, enquanto este mundo durar. O arrependimento é absoluto e necessário se é para o pecador fazer paz com Deus (Isaías 27:5), porque arrependimento é o lançar fora as armas da rebelião contra Ele. O arrependimento não salva, todavia nenhum pecador jamais foi ou será salvo sem ele. Nada senão Cristo salva, mas um coração impenitente não pode recebê-LO.

Um pecador não pode crê verdadeiramente até que ele se arrependa. Isto é claro a partir palavras de Cristo concernente o Seu precursor, "Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele" (Mateus 21:32). Isso é também evidente a partir de Sua chamada como trombeta em Marcos 1:15, "Arrependei-vos, e crede no evangelho". Isto é o porque o apóstolo Paulo testificava "o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus" (Atos 20:21). Não faça confusão neste ponto querido leitor, Deus "ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam" (Atos 17:30).
Em requerer arrependimento de nós, Deus está pressionando Suas justas reivindicações sobre nós. Ele é infinitamente digno de supremo amor e honra, e de universal obediência. Isto nós temos impiamente Lhe negado. Tanto um reconhecimento como uma correção disto é requerido de nós. Nossa desafeição por Ele e nossa rebelião contra Ele devem ser reconhecidas e exterminadas. Dessa forma, o arrependimento é uma compreensão profunda de quão terrivelmente tenho falhado, durante toda minha vida, em dar a Deus Seu justo lugar em meu coração e em meu andar diário.
A justiça da demanda de Deus por meu arrependimento é evidente se considerarmos a natureza hedionda do pecado. Pecado é uma renúncia dAquele que me fez. É Lhe recusar Seu direito de me governar. É a determinação de agradar a mim mesmo; assim, é uma rebelião contra o Altíssimo. O pecado é uma ilegalidade espiritual, e uma indiferença absoluta à autoridade de Deus. Ele está dizendo em meu coração: Eu não me importo com o que Deus requeira, eu vou seguir o meu próprio caminho; eu não me importo com o que Deus reivindique de mim, eu serei o senhor de mim mesmo. Leitor, você não percebe que é assim que você tem vivido?
O arrependimento verdadeiro origina-se a partir de uma compreensão no coração, operado neste pelo Espírito Santo, da excessiva malignidade do pecado, do terror de ignorar as reivindicações dAquele que me fez, de desafiar Sua autoridade. Ele é conseqüentemente um santo ódio e horror do pecado, uma profunda tristeza por ele, e o reconhecimento dele diante de Deus, e um completo abandono dele de coração. Até que isto tinha sido feito, Deus não nos perdoará. "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13).
No verdadeiro arrependimento o coração se volta para Deus e reconhece: Meu coração tem sido posto sobre um mundo vão, que não pode satisfazer as necessidades de minha alma; eu Te abandonei, a fonte de águas vivas, e me voltei para cisternas rotas que nada retêm: eu agora reconheço e lamento minha tolice. Ele ainda diz mais: eu tenho sido uma criatura desleal e rebelde, mas eu não mais serei assim. Eu agora desejo e determino com todo meu poder servir e obedecer a Ti como meu único Senhor. Eu me entrego a Ti como minha presente e eterna Porção.
Leitor, seja você um Cristão professante ou não, é arrepender ou perecer. Para cada um de nós, membro de igreja ou não, é voltar ou queimar; voltar da direção da obstinação e auto-satisfação; voltar para Deus com um coração quebrantado, procurar Sua misericórdia em Cristo; voltar com total propósito de coração de Lhe agradar e servir: ou ser atormentado dia e noite, para sempre e sempre, no Lago de Fogo. Qual deve ser sua porção? Oh, ajoelhe-se agora mesmo e implore a Deus que te dê o espírito de verdadeiro arrependimento.
"Sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão de pecados" (Atos 5:31).
"Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte". (2 Coríntios 7:10).
Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto

CONFISSÃO DE FÉ WESTMISTER





MAS O QUE É A CONFISSÃO DE FÉ?

A Confissão de Fé nada mais é do que a enunciação daqueles pontos nos quais 
(1) apoiamos nossa fé em Deus, 
(2) nosso relacionamento com Ele, 
(3) nosso relacionamento com os outros seres humanos, 
(4) nossa missão como Igreja.

·       A Confissão de Fé não é superior a Bíblia Sagrada.

Ela está baseada na Bíblia Sagrada, mas o texto da Confissão de Fé não é considerado canônico apesar de ter profunda relevância, estar fundamentada na Bíblia Sagrada e também ser importante documento pedagógico para o cristão preocupado em viver de forma a agradar a Deus.

·  Por que grande parte do mundo cristão abandonou a Confissão de Fé ou a praticada  confessionalidade?

A Igreja Cristã tem cometido, ao longo do tempo de sua existência, alguns erros que são:

1)    Esperar que problemas de ordem doutrinária aconteçam para depois corrigi-los. (Colocar a tranca depois que o ladrão entrou pela primeira vez). A Confissão de Fé existe como terapia profilática, preventiva. Daí a relevância e importância do seu estudo.

A Igreja primitiva existia sob a liderança dos apóstolos. Por isso Lucas nos diz no livro de Atos dos Apóstolos que “aqueles cristãos da Igreja de Jerusalém, permaneciam na doutrina dos apóstolos”. (Atos 2.42) 

Um exemplo clássico encontramos quando a Igreja experimentou o problema com o sustento das viúvas dos helenistas (sejam esses helenistas quem forem, pois essa questão aqui se torna secundária diante da discriminação a que seram submetidas a suas viúvas). Os apóstolos foram consultados e a decisão que eles propuseram foi acatada. Portanto, a Igreja Primitiva não esteve órfã nessa questão. As palavras e orientações dos Apóstolos eram consideradas inspiradas e norteadoras para a vida da Igreja.

A Confissão de Fé é um texto, baseado nas Escrituras Sagradas, que nos ajuda a vivenciarmos nossa fé cristã individual e comunitária, (como Igreja), de forma que evitemos cometer erros que possam comprometer nossa santificação ou mesmo quebrar a unidade do Corpo de Cristo, a Igreja.

2) A Igreja Cristã sempre revelou certa tendência a departamentalizar nossa compreensão sobre Deus e sua ação na história. Por exemplo: Houve momentos na história do cristianismo em que o enfoque era a pessoa de Cristo. Assim aprofundou-se em assuntos na Cristologia. Houve momentos em que o enfoque foi o Espírito Santo e então se pendeu mais para estudar Pneumatologia. Houve momentos em que havia mais prazer em se estudar doutrina a respeito da Volta de Jesus e então se dedicou mais em assuntos Escatológicos. A questão toda não era que enfocavam esses assuntos, mas a falta de uma visão global a respeito desses departamentos na teologia. Não é correto estudar Cristologia sem ter uma visão ampla que considere a Pneumatologia, a Escatologia, a Eclesiologia ou a Doutrina de Deus, em absoluto. 

A Confissão de Fé é de certa forma, abrangente, porque trata de todos os assuntos importantes sem priorização deste em detrimento daquele.

3) O maior perigo hoje é a preguiça em se estudar a Bíblia de forma mais sistemática. Essa preguiça está disfarçada no comodismo que declara: “Não quero saber dessas coisas (doutrinas, teologia, confissão de fé). Meu negócio é pregar Jesus Cristo”.Ao se pensar assim jogamos fora todo o trabalho de homens ilustres que, com profundidade trataram dessa questão da confessionalidade. Cito aqui Agostinho, Calvino, Tomás de Aquino, etc...

Quando eu olho para o tipo de cristianismo esboçado hoje, no Brasil (já que posso falar só daqui), fico preocupado em ver o quanto se tem desprezado o estudo sistemático das Escrituras. Muitos que se dizem cristãos hoje, no Brasil, não passam de arremedos, de sombras. Eles não são cristãos de verdade porque desprezaram a Escritura Sagrada e nem estão apercebidos de que caminham a passos largos para uma eternidade sem Deus, com a Bíblia em suas mãos, orando e cantando sem consistência teológica.

Jesus viu isso em seus dias e disse aos saduceus dos seus dias: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. (Mateus 22.29). 

Há no Brasil um número incontável de líderes que leem a Bíblia para seus propósitos e objetivos, e fazendo assim desviam deixam de apontar o caminho para um relacionamento correto com Deus. São cegos guiando cegos.

Por isso precisamos, urgentemente, resgatar não apenas o gosto, mas principalmente, o zelo pelo estudo sistemático das Escrituras Sagradas e o texto da Confissão de Fé de Westminster é, sem sombra de dúvidas o melhor de todos. Muitos professores de Teologia Sistemática se baseiam na Confissão de Fé de Westminster.

Mas antes de entrarmos propriamente no estudo dos 33 pontos de nossa Confissão de Fé, é preciso que entendamos quais os fatores e circunstâncias históricas que fizeram com que essa Confissão de Fé fosse elaborada e escrita.