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quarta-feira, 30 de março de 2011


O Modo do Batismo

Rev. Ronald Hanko
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1





Ao falar do modo do batismo, não desejamos antagonizar ninguém ou
promover divisão dentro da igreja de Cristo. É nosso profundo desejo ver
unidade nessas questões, especialmente com aqueles que de outra forma
concordam conosco.
Contudo, freqüentemente ouvimos que não há base bíblica para
aspergir infantes e que tal prática é simplesmente uma influência do
Catolicismo Romano. De fato, há vários livros anti-Calvinistas no mercado
que simplesmente assumem que se uma igreja batiza infantes, ela deve estar
errada em outras questões também.
Até onde diz respeito o modo do batismo, não somente cremos que há
uma base bíblica e sólida para a prática da aspersão, mas também que esse é o
único modo de batismo reconhecido pela Escritura. Olhemos para a questão
mais detidamente.
Quanto à acusação que a aspersão é simplesmente uma influência do
Romanismo, apontaríamos que isso não é argumento de forma alguma. Se
tudo o que Roma ensina deve ser descartado no Protestantismo, até mesmo a
doutrina da Trindade deve ser abandonada! Além do mais, a liturgia Romana
para o batismo das crianças diz em suas instruções para as pessoas que estão
realizando o batismo, “Ele imerge a criança ou derrama água sobre a sua cabeça”.
Roma também pratica a imersão! Portanto, o assim chamado argumento sobre
o Romanismo pode ser descartado.
Quanto ao fundamento bíblico para aspersão ou infusão,2 a evidência,
parece-me, é inequívoca. Apontaremos os seguintes fatos:
Todos os batismos cerimoniais do Antigo Testamento foram realizados
por aspersão ou infusão. Que esses foram batismos reais é claro a partir de
Hebreus 9:10, onde a palavra grega do NT baptismos é usada, mas traduzida
nas versões ACF, ARA e ARC como “abluções” (veja também vv. 13, 19, 21).
O batismo do Espírito Santo, simbolizado pelo batismo com água, é
sempre descrito na Escritura em termos de aspersão ou infusão (Is. 44:3; Ez.
36:25; Joel 2:28, 29; Ml. 3:10; Atos 2:17, 18; Atos 10:44, 45).
Da mesma forma, a aplicação do sangue de Cristo em nós, simbolizada
pela água do batismo, é sempre descrita na Escritura como sendo aspergida
(Is. 52:15; Hb. 10:22; Hb. 12:24; 1Pe. 1:2).
Os grandes batismos tipológicos do Antigo Testamento, chamados de
batismos no Novo Testamento (1Co. 10:2; 1Pe. 3:20, 21), não foram por
imersão. De fato, os únicos que foram imersos nesses batismos tipológicos
foram Faraó e o seu exército, e o mundo ímpio dos dias de Noé. Assim,
também, o ímpio será imerso no lago de fogo. A imersão é uma figura,
cremos, de julgamento, e não de salvação.

Fonte: Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko,
Reformed Free Publishing Association, p. 262-63.

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