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segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Viva Esperança



“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que,
segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma
viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo
dentre os mortos.” 1Pe 1.3

Dentre as diversas palavras enfatizadas nos escritos bíblicos, a palavra esperança
possui significado e importância tal para a vida cristã que não pode ser aquilatada. Sua
relevância está no fato de fazer a diferença na forma como enfrentamos as diversas
situações da vida cotidiana, visto que a viva esperança tranqüiliza o coração ansioso. O
conceito de esperança vai sendo ampliado quando se analisa seu valor, tanto no Antigo
quanto no Novo Testamento.
No prisma veterotestamentário, a esperança está extremamente ligada à confiança e,
com base nesta confiança, Israel podia dizer: “Senhor, tu és minha esperança”. Israel
confiava em Deus, portanto, tinha esperança, crendo na sua fidelidade para com a aliança,
pois, quando não se tem confiança, não há esperança. A confiança leva os israelitas a
esperarem pelo nome de Adonai, pela salvação, pelo perdão, pelas conquistas, enfim, leva o
povo a esperar por uma ação divina e a base dessa espera está no pacto. Portanto, para
Israel, Deus não era apenas o objeto de sua esperança, mas também a realização e a própria
segurança e garantia de que aquilo que se espera se concretizará, visto que Deus é fiel e zela
pela sua palavra.
No prisma neotestamentário, esperança tem um significado mais abrangente, sendo
uma parte intrínseca para a vida cristã, junto com a fé. A esperança está interligada à fé,
sendo que a ausência de um compromete a eficácia do outro. Não há esperança sem fé e,
da mesma forma, a fé sem a esperança se torna frívola e vazia. A esperança não é de caráter
egocêntrico, pois está centralizada em Cristo, sendo uma expectativa confiante e segura das
promessas salvíficas. A grandeza das promessas de Deus motiva o cristão a manter viva sua
esperança e suas expectativas, o que se manifesta em uma caminhada perseverante e
confiante, rumo às promessas de Deus.
Nos escritos petrinos, em particular, esperança tem um papel fundamental à luz do
contexto de seus leitores, que enfrentavam pressões externas e internas que eram
verdadeiras ameaças para a práxis cristã. De um lado, as perseguições e, de outro, os falsos
mestres que atormentavam a igreja; neste contexto, Pedro enfatiza uma vida cristã baseada
na fé e na esperança, a fim de capacitar os crentes a enfrentarem o sofrimento e as
perseguições.
Diante disso, conclui-se que a viva esperança é uma espera responsável e não
implica em inatividade, pelo contrário, é uma espera que impulsiona, que tira da inércia e
que motiva. A esperança revela o grau da confiança que se tem em Deus, como também as
expectativas dEle, pois não basta se dizer que tem esperança, tem de haver atitudes que
provam que realmente há uma viva esperança.
Aquele que tem uma viva esperança não permite que suas convicções cristãs sejam
abaladas pelas circunstâncias da vida presente. Portanto, não deixa sua esperança morrer.


Meditação para meu amigo Thiago

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