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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eleição Incondicional


Deus o Pai escolheu soberanamente aqueles que serão salvos.

Todos os cristãos confessam que Deus é soberano. Mas não tem valor algum dizer que Deus é supremo, a não ser que nós realmente tenhamos a intenção na inteireza de nossa confissão. Mas ouça: “Deus, por toda a eternidade, fez, pelo mais sábio e santo conselho de sua própria vontade, livremente, e de ordem imutável tudo aquilo que vier a ser” (CFW, III: 1).

E novamente: “Deus o grande criador de todas as coisas e mantenedor direto, dispõe, e governa todas as criaturas, ações, e coisas, das maiores as menores” (CFW, V:1). Não existe, em todo universo, algo como “sorte” ou “chance”. Este é o ensinamento que significa que Deus realmente é Deus. Pois como dizem as Escrituras, “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dan. 4:35). Não é meramente que Deus pode fazer sua vontade e sim que Ele realmente a faz - sem nenhuma interferência de ninguém ou coisa alguma. Mesmo em respeito ao homem caído em Adão, e o destino eterno de homens e anjos, a Confissão Reformada diz que Ele é Senhor de tudo. “Pelo decreto de Deus, pela manifestação de sua glória, alguns homens e anjos são predestinados para vida eterna; e outros, ordenados de antemão para morte eterna... Seu número não é certo e definido, e não pode ser acrescido ou reduzido.” (CFW, III: 3-4). Mas também, que seja imediatamente observado que esta mesma confissão enfaticamente nega que Deus seja o autor do pecado ou que a violência é oferecida pela vontade das criaturas por seu controle divino (III:1). Isto parece contraditório, claramente, por que parece que se Deus controla todas as coisas, então tem que ser sua culpa se o homem está condenado. Mas este não é o caso. As Escrituras não explicam como Deus determina o destino humano enquanto, assim mesmo, a responsabilidade total pelos pecados repousa em nossos ombros. Somente sabemos que é assim. A diferença da Fé Reformada e outros tipos de confissões cristãs não muito consistentes é que a Fé Reformada não argumenta ou tenta racionalizar contra a supremacia de Deus. Não contra aquilo que a Bíblia deixa claro. É um antigo objetivo da doutrina da Absoluta Soberania de Deus, que não pode ser colocado como um meio desqualificado sem a negação da liberdade humana. Pois como, é a pergunta, pode o homem ser livre se Deus controla todas as coisas? Muitos quando encaram esse problema, imediatamente decidem que Deus não pode ser absolutamente soberano no fim das contas. Mas isso não somente representa equivocadamente a Deus, mas também faz compreender mal o homem, pelo fato da liberdade do ser humano ser realmente limitada. Existem muitas coisas que ele não pode fazer por causa de suas limitações devidas à herança, meio ambiente, educação familiar, e oportunidades. E todas essas limitações foram impostas por Deus. Ele é verdadeiramente Senhor de Tudo, e “segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef. 1:11). E - como já temos visto - o ser humano é também limitado pela perda de suas habilidades. Então, não é a soberania de Deus que torna impossível para o ser humano fazer aquilo que precisa ser feito! Não, foi a própria rebeldia que fez isto. Voltemos ao mundo antigo, antes do dilúvio, e o que você vê? Vemos o retrato daquilo que o ser humano escolheu pela sua própria e livre vontade! Mas então vemos que um homem e sua família forem salvos da ruína total. Mas por que foi ele salvo? Era Noé melhor que os outros homens? Era ele bom o suficiente para escolher Deus pela sua habilidade natural e inclinação de seu coração? Se esse fosse o caso, a Bíblia não teria dito que ele “achou graça” aos olhos de Deus. Ela então afirma o seguinte, porque Noé não merecia a misericórdia de Deus mais do que qualquer outro; Deus simplesmente o escolheu. E por que Deus salvou a Abraão? Seu povo adorava a “outros deuses” (Josué 24:2), ainda assim Deus o tirou de Ur dos Caldeus. Deus também fez uma distinção ainda maior entre seus descendentes: Ele escolheu Isaque, não Ismael, como herdeiro da promessa. Então, para ser ainda mais conclusivo, ele disse para Isaque e Rebeca antes de seus filhos gêmeos nascerem, “O mais velho servirá ao mais moço’... ‘Amei a Jacó, mas odiei a Esaú” (Rom. 9:12-13). Ele assim o fez “para que o propósito de Deus na eleição se mantivesse” (vers. 11), para esclarecer que não “depende do desejo humano ou esforço, mas na misericórdia de Deus” (vers. 16), e para mostrar que “Deus mostra sua misericórdia para aqueles a quem ele quer que recebam sua misericórdia, e endurece aqueles que ele quer endurecer” (vers. 18). Deus é como um oleiro; de um pedaço de argila Eles faz “alguns vasos de bênçãos e vasos de maldição” (ver. 21). Esta é a eleição incondicional. Simplesmente significa que Deus tem a decisão final sobre os que serão salvos, e Ele não os escolhe pelo fato de terem algo diferente em si mesmos. E qual é a reação mais comum para essa doutrina maravilhosa? Bem, é mais ou menos assim: “Se eu sou eleito, serei salvo independente daquilo que eu venha fazer. E se eu não sou eleito, não fará nenhuma diferença o que eu faço ou deixo de fazer, por que Deus não irá me aceitar de qualquer jeito.” A natureza corrupta do homem, sempre quer “virar a mesa” e culpar a Deus ao invés de si mesmo. Mas os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Sua eleição soberana não destrói de forma alguma nossa responsabilidade. Se seu medo é de que você não seja eleito, sua posição é bem parecida com a dos leprosos mencionados em 2 Reis 7:3-8. Jerusalém estava sitiada e o povo estava morrendo de fome; do lado de fora dos muros de Jerusalém estavam os soldados da Síria. Então um dos leprosos disse, “Por que ficar aqui até morrermos?... Vamos ao acampamento dos Sírios e nos render. Se eles nos pouparem, viveremos; se eles nos matarem, então morreremos.” Assim é com pecadores perdidos a oferta do evangelho. Se ficarem como estão, morrerão; Se eles buscarem ao Senhor em arrependimento e fé, não é possível que faça a situação piorar. Alem do mais, Jesus disse que ninguém que faz a sua vontade será rejeitado (João 6:37). A verdade é que o homem natural odeia a única coisa de que ele mais depende: ser prostrado de joelhos em reconhecimento de seu desespero e sua falta de poder para se auto socorrer. Ainda que somente uma atitude nessa escala, poderá ser verdadeiramente salva.

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