RADIO IPB DE LIMOEIRO DO NORTE/CE

segunda-feira, 14 de março de 2011

PECADO TRAZ CONSEQUÊNCIAS

"A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos. A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada. Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra."(Isaías 1.7-9)


O pecado sempre traz consequências. Israel, o reino do norte, já sentia o peso do julgamento. Soldados do exército assírio ocupavam suas cidades. Os poucos sobreviventes eram escravizados e expatriados.

A Assíria também se aproximava de Judá. As fronteiras ao norte já estavam cercadas, mas nem assim o aviso de Deus era ouvido pelo reino do sul. A vizinhança de Jerusalém experimentava um duro destino: “suas cidades... destruídas a fogo; seus campos.... tomados por estrangeiros...”.

Diante desse quadro dramático, Isaías relembra a história de Sodoma e Gomorra, cidades que ilustram o julgamento de Deus contra o pecado e que, num segundo plano, atestam sua misericórdia na preservação de um remanescente. Israel já estava arruinado, como Sodoma e Gomorra. Mas, assim como poupou a vida de Ló ao destruir as duas cidades (Gênesis 18 – 19), o Senhor havia poupado alguns dos cidadãos de Judá, que agora lembravam ao restante da nação a urgente necessidade de arrependimento.

Nossos dias também são marcados por decadência moral e espiritual. Como os poucos sobreviventes de Judá, nós também somos chamados a atestar o juízo e a misericórdia de Deus, e a convidar pecadores ao arrependimento.

Que o o Senhor Deus, nos ajude a honrá-lo e a testemunhar ao mundo pecador a urgente necessidade de arrependimento. Amém.

A Existência de Deus

A GRANDE PRESSUPOSIÇÃO

Para nós a existência de Deus é a grande pressuposição da teologia. Não há sentido em
falar-se do conhecimento de Deus, se não se admite que Deus existe. A pressuposição da
teologia cristã é um tipo muito definido. A suposição não é apenas de que há alguma coisa,
alguma idéia ou ideal, algum poder ou tendência com propósito, a que se possa aplicar o nome de
Deus, mas que há um ser pessoal auto-consciente, auto-existente, que é a origem de todas as
coisas e que transcende a criação inteira, mas ao mesmo tempo é imanente em cada parte da
criação. Pode-se levantar a questão se esta suposição é razoável, questão que pode ser
respondida na afirmativa. Não significa, contudo, que a existência de Deus é passível de uma
demonstração lógica que não deixa lugar nenhum para dúvida; mas significa, sim, que, embora
verdade da existência de Deus seja aceita pela fé, esta fé, se baseia numa informação confiável.
Embora a teologia reformada considere a existência de Deus como pressuposição inteiramente
razoável, não se arroga a capacidade de demonstrar isto por meio de uma argumentação
racional.

Fonte: Teologia Sistemática de Louis Berkhof

domingo, 13 de março de 2011

JOÃO CALVINO, O CÉREBRO DA REFORMA

Na próxima sexta-feira, dia 10 de julho de 2009, no mundo inteiro, os protestantes reformados estarão celebrando o quinto centenário do nascimento do reformador João Calvino. Ele nasceu no dia 10 de julho de 1509 na França e morreu no dia 27 de maio de 1564 em Genebra, na Suíça. Calvino foi o maior expoente da reforma. Influenciou não apenas a teologia, mas, também, a economia, a política e a educação. Destacaremos quatro áreas da vida desse gigante de Deus.

1. A teologia de Calvino - O reformador João Calvino foi o sistematizador da doutrina reformada. Aos 26 anos de idade escreveu As Institutas da Religião Cristã, fazendo uma exposição do Credo Apostólico. Esta obra tornou-se a maior referência teológica de todos os tempos. É muito importante ressaltar que Calvino não foi um inovador. Ele voltou à doutrina dos apóstolos. Ele voltou às Escrituras. Ele tinha um alto conceito da Palavra de Deus e esmerou-se em ensiná-la com irrestrita fidelidade. A influência de Calvino na teologia é tão destacada, que a doutrina reformada foi cognominada depois de sua morte de Calvinismo. No Sínodo de DORT, na Holanda, mais de cinqüenta anos depois da morte do reformador, cunhou-se o que nós chamamos de cinco pontos do Calvinismo: Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irresistível e Perseverança dos Santos.

2. A pregação de Calvino - Calvino foi um expositor bíblico. Pregou quase toda a Bíblia, usando o método lectio continua, expondo as Escrituras livro por livro, capítulo por capítulo, versículo por versículo. Calvino foi um exegeta extraordinário. Ele conhecia profundamente as línguas originais, a tal ponto de ler direto no Hebraico quando pregava no Antigo Testamento e direto no Grego quando pregava no Novo Testamento. Calvino pregava em média três vezes por semana. Ele foi essencialmente um pregador, um homem do púlpito. Para ele o púlpito era o trono de Deus na terra, de onde Deus governa o seu povo. Ouvir a exposição das Escrituras é ouvir a própria voz de Deus.

3. A prática pastoral de Calvino - Calvino não foi um homem sisudo, frio e distante das pessoas. Ao contrário, era um devotado pastor de suas ovelhas. Mesmo com uma agenda tão congestionada, ainda encontrava tempo para visitar o rebanho e orar com o seu povo. O ministério de Calvino abrangia um horizonte muito mais amplo do que apenas o cuidado da igreja local em Genebra. Ele era consultado por pastores e concílios de vários países para dar orientação à luz das Escrituras. Ele viajava para atender muitos convites. Calvino era um apologeta incomparável e ajudou a igreja do seu tempo a resolver os mais intrincados conflitos teológicos, sempre se pautando pela fiel exposição da Palavra. Mesmo atormentado por constantes dores e enfermidades, Calvino respondia inúmeras cartas, escrevia muitos livros e pregava com freqüência regular.

4. A influência social de Calvino - Calvino influenciou não apenas a igreja, mas, também, a sociedade como um todo. Ele fundou uma academia em Genebra, onde não faltou o curso de Teologia. Ele preparou missionários e os enviou para o mundo inteiro, inclusive para o Rio de Janeiro. Ele acolheu os foragidos de guerra e fez de Genebra um lar hospitaleiro para os que buscavam refúgio. Genebra foi transformada na mais esplêndida maquete do Reino de Deus na terra, sobretudo, pela pregação desse destemido reformador. Calvino influenciou a política, a cultura e a economia. Ele foi intelectual, sem deixar de ser piedoso. Ele foi um homem à frente do seu tempo. Depois de quinhentos anos de seu nascimento, ainda exerce decisiva influência em todo o mundo ocidental, especialmente no contexto das igrejas reformadas. Rendemos glórias ao nosso Deus por tão preciosa vida!


Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AS ARMAS DA NOSSA GUERRA

Por: Rev. Paulo Sergio da Silva

3ª IPB de Barretos / SP
Culto Vespertino 22.08.10

TEXTO BÁSICO: 2 Coríntios 10:3-5
3 Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne.
4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas
5 e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

INTRODUÇÃO
Uma das melhores coisas da vida é quando descobrimos a nossa identidade de filhos de Deus na face da Terra. Quando chegamos à real consciência de quem somos, o que estamos fazendo aqui, e para onde vamos. Acontece que muitas pessoas não se conhecem como as pessoas que elas são. Muitos não têm noção de seu potencial e de suas habilidades, de como são amados por seus entes queridos, de como são importantes para a sua família e para a família da fé, a Igreja. Se isso é um fato, como ter consciência de quem se é como povo de Deus? Por isso que eu reafirmo que uma das coisas mais importantes da nossa caminhada, é justamente a partir do momento que nos descobrimos quem nós somos: filhos de Deus; que temos uma missão a cumprir aqui na Terra; e que não somos daqui, mas estamos a caminho do Céu. O não conhecimento dessas verdades pode acarretar sérios problemas e complicações na caminhada do crente.

EXPLICAÇÃO
A Igreja de Corinto era uma Igreja problemática. Muitos se tem falado e escrito acerca dos problemas vividos por aqueles irmãos (leia-se 1 Coríntios). Aqui em 2 Coríntios 2:4 aparece a expressão “vos escrevi com muitas lágrimas”, por isso alguns estudiosos e comentaristas da Bíblia acreditam que pode ter havido uma outra carta de Paulo aos Coríntios, escrita entre a primeira e a segunda carta. Seria essa uma carta perdida na história. Mas um outro grupo de estudiosos e comentaristas da Bíblia acreditam que essa chamada “Carta Com Lágrimas” seria 1 Coríntios ou então precisamente 2 Coríntios. Deus o sabe, mas que fique para nós essa lição: foi com lágrimas que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios. Ele muito sofreu por causa do coração endurecido daqueles que relutavam em ouvir e obedecer aos ensinamentos que ele trazia da parte de Deus.

ARGUMENTAÇÃO
No texto em destaque o apóstolo Paulo parece estar trabalhando (mais uma vez) a favor da identidade desses irmãos. Como falamos no princípio, a falta de conhecimento de quem se é perante Deus, certamente causa os mais diversos problemas na vida espiritual de uma pessoa, e também de uma Igreja.

1 – RECONHECENDO NOSSA GUERRA – vs. 4
Uma das coisas que se destaca no texto sagrado é a revelação da realidade da nossa guerra (milícia). Aqui no Brasil o termo “milícia” é usado para tratar dos grupos armados que dominam os morros no Rio de Janeiro. Mas a palavra “milícia” significa: vida ou carreira militar, exército, tropas.
Aqui como em outros textos é trabalha a idéia de que a vida cristã não é um passeio no parque de diversões, mas é uma batalha, uma guerra espiritual na qual estamos inseridos.

Um dos textos da Bíblia que trata esse assunto com maiores detalhes se encontra em Efésios 6:10-20.

Estamos numa guerra do bem contra o mal, o diabo contra Deus, os anjos contra os demônios. Nessa guerra não somos mais escravos do opressor, o diabo. Fomos resgatados por Cristo e agora fomos feitos soldados de Deus. Como vimos temos uma armadura espiritual, temos armas espirituais, e se não lutarmos iremos sair feridos dessa batalha. Mas se confiarmos no Senhor, e lutarmos a nossa guerra, a nossa milícia, certamente venceremos.

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” Romanos 8:37.

2 – RECONHECENDO NOSSAS ARMAS – vs. 3,4a
O apóstolo Paulo afirma que embora vivamos na carne, não militamos (lutamos) segundo a carne. As armas da carne representam tudo que podemos fazer através do conhecimento e da astúcia humana. Aqui está a grande diferença no modo correto de lutarmos. Não lutamos com as armas da carne: força física, brutalidade, imposição, crueldade, gritaria, política ou poder eclesiástico, falta de amor, arrogância, orgulho, etc. (tudo que procede da carne). Quem assim procede não está lutando com as armas espirituais concedidas por Deus, mas com a força humana, na força da carne, e isso está errado porque as nossas armas não são carnais.

NOSSAS ARMAS NÃO SÃO CARNAIS, MAS ESPIRITUAIS
O texto de Efésios 6:10-20 nos dá uma idéia muito clara de quais armas devemos aprender usar na nossa guerra.
6.14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.
6.15 Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
6.16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
6.17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
6.18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos

Ilustração: no tempo do Tiro de Guerra éramos bons para desmontar, lubrificar e montar um fuzil. E quanto às armas espirituais, somos bons no uso dessas armas? As conhecemos verdadeiramente? Sabemos usa-las corretamente?

3 – RECONHECENDO O NOSSO CAMPO DE BATALHA – vs. 4b,5
O nosso campo de batalha, conforme descrito aqui em 2 Coríntios 10:3-5 é essencialmente na área dos pensamentos, da mente. Isso está relacionado diretamente com a nossa vida espiritual, porque há uma relação direta entre o que se pensa e o que se crê. Em Efésios há uma ênfase maior na descrição das hostes espirituais da maldade, o diabo e seus demônios. Mas aqui vemos que há um destaque na área do intelecto, costumes, e (porque não dizer) culturas; áreas nas quais o inimigo atua também, enganando e destruindo a vida de muitas pessoas. Nesse campo de batalha há muitos “crentes” (?) prostrados, escravizados e vivendo um tipo de “sub-vida” espiritual. Eles não frutificam, não se santificam, não estão firmes, não transmitem segurança nenhuma. Eles são inseguros quanto à sua fé, não tem compromisso com a Igreja, geralmente não tem tempo para participar de muitos trabalhos da Igreja. Parece que estão sempre à beira do precipício, prontos a cair a qualquer momento, muitos deles tem vida dupla, uma na Igreja e outra totalmente diferente fora dela, não evangelizam, não dão bom testemunho, simpatizam com o mundo, amam o mundo e as coisas que há no mundo, não oram, não lêem a Bíblia, não praticam a Bíblia. Parece que estamos falando de pessoas não crentes, ou de recém-convertidos à fé. Em alguns casos sim, mas em muitos e muitos outros casos são crentes que já são professos há muito tempo, mas que vivem desse modo porque não estão lutando a batalha da fé, da qual Paulo nos fala. Tornaram-se escravos (novamente) de seus pecados e fraquezas, e por isso estão prostrados, e só há um meio de se levantarem novamente: destruindo fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Cristo.

Três expressões são citadas e que nos mostram onde se travam nossas guerras, e como devemos vencer.

DESTRUIR FORTALEZAS – Nas guerras daquele contexto em que Paulo vivia, as fortalezas seriam algo semelhante às trincheiras da segunda guerra mundial, por exemplo. Assim como em se dá em nossa guerra, elas são locais onde o inimigo se fortificou e onde ele se esconde e nos ataca. Segundo o texto lido, nós os crentes, temos armas espirituais dadas por Deus com as quais poderemos destruir fortalezas. Essas fortalezas são sistemas e modos de pensamentos e costumes que são contrários à Palavra de Deus, aos quais muitas vezes nos rendemos, e nos quais muitos crentes vivem como se não houvesse nada de errado. Sistemas de vida e modos de interpretar a vida e as atitudes, a Palavra de Deu, o lar, a família e tudo que governa as nossas vidas. Muitas vezes nos rendemos a tais modos de pensar e interpretar a vida, contrariando a Palavra de Deus, e precisamos nos libertar disso. O nosso inimigo se esconde e se fortifica nessas fortalezas, mas elas não são o inimigo, são utilizadas por ele, mas não são ele. Essas fortalezas podem estar na vida particular de uma pessoa, família ou Igreja. Ao invés de viver feliz, abençoado, trabalhando e frutificando para a glória de Deus, ele é aquele crente “reclamão”, preguiçoso, carnal, mundano, eu está sempre à beira do precipício. Essas fortalezas surgem a partir do momento que não colocamos a Palavra de Deus em seu devido lugar nas nossas vidas. Ao olharmos para o mundo vemos claramente tais fortalezas muito bem estabelecidas: as drogas, a prostituição, a corrupção, etc. Alguns exemplos de fortalezas na vida de crentes: a idéia do “nada a ver” quanto a piadas sujas, palavrões, fofocas, maledicências, etc. Esses são apenas alguns exemplos na parte de nossas comunicações, o que dizer da vida familiar, moral, ética, relacionamentos, namoros, comportamento social, etc. Existem diversas “fortalezas” da maldade que podem nos envolver e prender, mas com as armas espirituais que o Senhor nos concede poderemos destruir tais fortalezas. Uma grandiosa fortaleza do mal são as dúvidas. Muitos crentes em um determinado ponto de sua caminhada chegaram até a duvidar de sua própria salvação. Mas uma vez que o crente verdadeiro toma as armas espirituais e luta o bom combate, ele destrói tais fortalezas. Temos que nos libertar em Cristo Jesus.

ANULAR SOFISMAS – Os sofismas formam a base das fortalezas e eles estão ligados diretamente a doutrinas e ensinamentos. No Brasil se destacam a teologia da prosperidade e a teologia da batalha espiritual. Nessa última impõe-se o medo e a insegurança através de um certo tipo de paranóia. Certa vez em uma determinada Igreja via as pessoas batendo seus pés no chão e diziam que estavam pisando a cabeça do diabo. Isso é mentira! Nós pisamos a cabeça de satanás quando o rejeitamos, e o modo pelo qual ele se apresenta é através do pecado. Os sofismas levam a pecar, enganando aos crentes incautos e preguiçosos, que não tomam as suas armas espirituais para lutar a batalha da fé. Os sofismas podem estar até em nosso sub-consciente, levantando verdadeiras fortalezas que prendem as pessoas. A IPB não reconhece mais as igrejas universal e a mundial como igrejas evangélicas, mas como seitas. Portanto todos que vierem de tais denominações deverão ser rebatizados. Quantos e quantos crentes, até presbiterianos, perdem seu tempo assistindo aos programas de televisão dessas seitas, em suas casas, e ficam totalmente confusos e desorientados. Outro grande sofisma é a teologia da revelação, a mentira disfarçada de verdade e que causa grande impacto em muita gente. “Deus me revelou…” e aí vem o sofisma, porque a revelação de Deus ao homem é a Bíblia Sagrada. Quantos vão atrás de profetas e reveladores, buscando algo que Deus já concedeu à todos que crêem através do conhecimento da Bíblia. Somos reino de sacerdotes, não precisamos de nenhum outros HOMEM para chegarmos a Deus, exceto Jesus Cristo, que se fez homem para nos levar ao Pai (Jo 3:16). Muitos dizem: “vai naquela igreja que ali Deus revela”, isso é sofisma. Eles estão presentes nas tvs, dvds, programas televisivos, internet, etc. A Bíblia nos manda examinarmos tudo e retermos o que é bom.

ANULAR ALTIVEZ – Tudo que falamos aqui tem a ver com a altivez, porque não se submete à Palavra de Deus. A altivez provém do orgulho humano, da arrogância que está presente em nós mesmo. O inimigo usa, fomenta e trabalha para que esse tipo de sentimento brote em nossos corações e nos governe, por isso precisamos resistir e vencer e anular todo tipo de altivez que se faça presente em nossas vidas. Muitos crentes não conseguem estar firmes em suas igrejas por causa de sua altivez, arrogância, prepotência. Não sabem perdoar e nem pedir perdão, não descem de seu pedestal do orgulho, querem sempre estar acima dos demais, não aprenderem que na Igreja de Cristo todos somos iguais, todos somos pecadores, só Deus é bom. O que há de bom em nós provém de Deus, se a graça de Deus não estivesse em nós seríamos iguais aos perdidos. Por isso é bom lembrarmos sempre que o nosso pecado, nossa natureza pecaminosa nos iguala, nos nivela. Na Igreja ninguém é melhor ou pior do que ninguém, todos dependem da graça e da misericórdia de Deus. Mas todos nós temos o germe, o vírus da altivez dento de nós, e se não a vencermos, seremos presos por ela, viveremos debaixo de seus padrões de comportamento, e terminaremos por nos enfraquecer na fé. Seremos aqueles crentes problemáticos, jactanciosos, amigos de facções e divisões dentro do Corpo de Cristo. Causaremos muitos males e terminaremos nos auto-destruindo, trazendo para nós mesmos a dúvida, a incerteza e falta de felicidade que caracterizam todos que são governados pelo orgulho. Observe a história da Igreja, os mais experientes certamente já se lembraram de diversos casos de crentes altivos e orgulhosos que terminaram assim, longe de Cristo. O diabo gosta desse tipo de pessoa, porque a altivez está no coração de satanás. Ele é altivo, orgulhoso, arrogante, foi seu orgulho que o levou a ser expulso do Céu e ser transformado de anjo a demônio. Ele é o pai da mentira, é ele quem engana e destrói as pessoas e tem o poder maligno de fazer brotar nos corações esses sentimentos, que só podem ser anulados através do uso consciente e voluntário das armas espirituais.

CONCLUSÃO
Ilustração – Conta-se que um certo homem ganhou uma viagem navio e ao entrar no navio deram-lhe uma maleta e assim ele embarcou. Ao entrar no navio ele procurou algum lugar calmo, na penumbra onde ele pudesse ficar sozinho e descansar. Encontrou o porão e ali ele se deitou e dormiu, até que ficou com fome e procurou alguém que lhe desse algum alimento. Um dos tripulantes do navio o encontrou e lhe disse: “O que você está fazendo aqui? Aqui é o porão do navio”. Só então ele soube que naquela maleta havia uma passagem que lhe dava o direito de viajar em uma cabine confortável, com chuveiro, roupas limpas e alimento. Essa é só uma pequena ilustração que serve para retratar o que acontece na vida de muitos crentes que vivem estão vivendo nos porões da alma, nos quantos escuros e sombrios da alma. Vivem uma vida espiritual medíocre, sem frutificação, sem a alegria que vem de Deus, isolados do corpo de Cristo, quando deveriam viver felizes a vida cristã, produzindo frutos, descansando no amor de Deus, lavados pelo sangue de Cristo e alimentados pela Palavra de Deus. Vivem como prisioneiros de pecados, quando deveriam ser livres. Vivem como derrotados, quando deveriam viver como vencedores. Vivem secos e sem vida, quando deveriam ser como a árvore frutífera (Sl 1). Esse modo de viver do qual falamos aqui, não é a teologia da prosperidade ou triunfalismo, mas a vida cristã normal, que Deus preparou para nós em Cristo Jesus. Ele em nós é a esperança da glória (Cl 1:27).

A Predestinação

Provérbios 16.4
O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.

João 13.18
Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.

Romanos 8.30
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

Efésios 1.4-5
assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,

2 Tessalonicenses 2.13-14
Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Poucas doutrinas suscitam tanta polêmica ou provocam tanta consternação como a doutrina da predestinação. Trata-se de uma doutrina difícil, que precisa ser discutida com grande cuidado e precaução. Apesar disso, trata-se de uma doutrina bíblica, com a qual temos de lidar. Não devemos ousar ignorá-la.

Praticamente, todas as igrejas cristãs têm algum tipo de doutrina sobre a predestinação. Isso é inevitável, visto que o conceito claramente se encontra nas Escrituras. Muitas igrejas, entretanto, discordam—muitas vezes veementemente — quanto ao seu significado. O ponto de vista metodista é diferente do ponto de vista luterano, o qual discorda do ponto de vista presbiteriano. Embora seus pontos de vista difiram, cada um deles está tentando chegar a uma sólida compreensão desta difícil questão de maneira apropriada.

Em sua forma mais elementar, a predestinação significa que nosso destino final, seja o céu ou o inferno, é decidido por Deus não somente antes de irmos para lá, mas até mesmo antes que tivéssemos nascido. A predestinação ensina que nosso destino final está nas mãos de Deus. Outra maneira de expressar isso é: Desde toda a eternidade, antes mesmo que nós existíssemos, Deus decidiu salvar alguns membros da raça humana e permitir que o resto da raça humana perecesse. Deus fez uma escolha— escolheu alguns indivíduos para serem salvos na eterna bênção do céu e escolheu passar por sobre outros, permitindo que sofressem as conseqüências dos seus pecados no tormento eterno do inferno.

A aceitação desta definição é comum a muitas igrejas. Para chegar ao âmago da questão, alguém deve perguntar: como Deus fez tal escolha? O ponto de vista não-reformado, defendido pela grande maioria dos cristãos, é que Deus faz essa escolha com base em sua presciência. Deus escolhe para a vida eterna aqueles que sabe que o escolherão. Esse conceito é chamado de visão presciente da predestinação, porque baseia-se na presciência de Deus quanto às decisões ou ações humanas.

A visão reformada difere no fato de que ela vê a decisão final para a salvação nas mãos de Deus, e não nas mãos do homem. Segundo este ponto de vista, a eleição de Deus é soberana. Não se baseia em decisões ou respostas previstas por parte dos seres humanos. Aliás, vê tais decisões fluindo da graça soberana de Deus.

O ponto de vista da Reforma afirma que nenhuma pessoa caída jamais escolheria a Deus por iniciativa própria. Pessoas caídas ainda têm livre-arbítrio e podem escolher o que desejam. O problema é que não nutrem nenhum desejo por Deus e não escolherão a Cristo a menos que sejam antes regeneradas. A fé é um dom que procede do novo nascimento. Somente aqueles que foram eleitos responderão com fé ao Evangelho.

Os eleitos escolhem a Cristo somente porque antes foram escolhidos por Deus. Como no caso de Esaú e Jacó, o eleito foi escolhido exclusivamente com base no beneplácito soberano de Deus e não com base em algo que tivessem feito ou desejado fazer. Paulo declara:

“E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai. E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela. O mais velho será servo do mais moço... Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Romanos 9.10-12, 16

O problema mais incômodo envolvendo a predestinação é que Deus não escolhe ou elege salvar todas as pessoas. Ele reserva para si o direito de ter misericórdia de quem quer ter misericórdia. Alguns membros da humanidade caída recebem a graça e a misericórdia da eleição. Deus ignora o restante, deixando-os em seus pecados. Os não-eleitos recebem justiça. Os eleitos recebem misericórdia.

Ninguém é tratado com injustiça. Deus não é obrigado a ser misericordioso igualmente com todos. É decisão dele o quanto será misericordioso. Mesmo assim, nunca pode ser acusado de ser injusto com qualquer pessoa (ver Rm 9.14,15).

Autor: R.C. Sproul
Fonte: Verdades Essenciais da Fé Cristã – R.C.Sproul. Editora Cultura Cristã.