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terça-feira, 1 de novembro de 2011

UANDO A IGREJA ORA A ORAÇÃO MISSIONÁRIA

QUANDO A IGREJA ORA A ORAÇÃO MISSIONÁRIA


Eu me sinto muito feliz em poder estar descrevendo algo que aconteceu há 282 anos, 4 meses e 17 dias. Portanto, exatamente no dia 13 de agosto de 1727. Ninguém sabe explicar exatamente o que aconteceu... Foi entre os morávios, um grupo de refugiados checos que estavam na Saxônia, Alemanha, precisamente no condado de Nicolas Von Zinzendorf.

Foi ali que, durante uma reunião de oração, o Espírito de Deus desceu de forma tão extraordinária que mudou os rumos da História, mudou o mundo. Naquele dia e local teve início a mais extensa reunião de oração de todos os tempos que durou nada menos do que 10 anos! Cerca de seis anos após essa maravilhosa visitação do Espírito Santo, Zinzendorf, esteve na coroação do rei da Dinamarca e encontrou um irmão do Caribe que lhe falou da enorme carência espiritual dos africanos. Quando Zinzendorf retornou ao condado e compartilhou com os irmãos morávios sobre o que se passava na África, dois deles, imediatamente deixaram o grupo e caminharam até Hamburgo com o objetivo de embarcar o mais rapidamente possível para o Caribe. Os morávios pagaram sua viagem trabalhando no navio e, uma vez no destino, venderam-se como escravos. Tornaram-se escravos junto com os negros da África para poderem evangelizá-los e, até a morte de Von Zinzendorf, aquele pequeno grupo de irmãos, tinha enviado 226 missionários.

Quando eu penso no que o Brasil poderia fazer se Deus derramasse aqui o Seu Espírito, como naquele 13 de agosto! É impossível imaginar o que aconteceria neste mundo... Em 1784, Northingham, Inglaterra, um irmão chamado J. Sutteliff apelou aos membros da Associação Batista para que se comprometessem num pacto de oração. Começaram, então, reuniões de jejum e oração resultando num avivamento que fez William Carey sentir que não podia mais ficar na Inglaterra, mas que deveria partir para a Índia. Sabe o que mais influenciou William Carey, para que tomasse tal decisão? Foi a leitura da biografia de David Brainard – um missionário entre os índios de New Jersey, Pensilvânia – num pequeno jornal. Em 1806, em Massachussets, um pequeno grupo de jovens (5 ou 6) do Colégio Williams, que se reuniam regularmente para orar por Missões (e não temos notícia de nenhum impulso missionário, na região, por volta de 1806), foram surpreendidos por uma tempestade e se refugiaram do aguaceiro em baixo de um monte de feno. Ali nascia aquela que se tornou a mais famosa reunião de oração de todos os tempos, o chamado “Haystack Praymeeting”. E naquele dia aqueles jovens oraram e decidiram que não deveriam pedir que outros fossem, mas que eles próprios partissem para o campo missionário. Naquele pequeno grupo de universitários estava Adoniram Judson, o primeiro missionário da América do Norte, que eu saiba.

Adoniran Judison


Em 1879, um irmão chamado Luther Wishart, se ajoelhou diante do monumento erigido para marcar o local do Haystack Praymeeting e fez um pedido: “Senhor faça de novo o que fizeste em 1806!”. E a partir desse dia começou um movimento que segundo o Dr. James McCosh, presidente da Universidade de Princeton, mais marcaram a América. Vejam o que está registrado acerca dos resultados daquela reunião de oração promovida pelo irmão Wishart: “Nunca ouve, desde o Pentecostes, uma apresentação para Missões de homens e mulheres que se compare com esta. Apenas nas universidades e escolas bíblicas reuniram-se mais de 100 mil cartões de compromisso para Missões”. E isto, de universitários e não de pessoas velhas das igrejas sem condições, sequer físicas, para partir. Eram pessoas com liberdade para ir. Desses 100 mil, mais de 20 mil, mais de 20 mil tornaram-se missionários transculturais. Saíram do seu país para evangelizar.
Esta foi a declaração que os universitários foram convidados a assinar... Será que os irmãos assinariam este compromisso? De fato, é uma série de afirmações que eximem de qualquer culpa os que não querem se envolver em Missões; um documento que nos permite voltar para casa sem nenhum compromisso. Vejam abaixo as afirmações que foram apresentadas àqueles universitários.

1. Eu sou totalmente incapacitado, não posso ir. Não tenho possibilidades. Eu vivo numa cadeira de rodas.
2. Eu não recebi nada, nenhuma graça na minha vida, portanto não posso dar nada.
3. Não gosto desta lei “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. O poder é centralizado demais.
4. Meu vizinho não está cumprindo esta lei, portanto, eu não preciso cumprir.
5. Estou pedindo isenção PR 20 anos. Preciso de tempo para pensar...
6. Recentemente completei 20 anos pensando e ainda não tenho condições de decidir. Peço mais tempo para pensar.
7. Meu navio embarca de Jope amanhã, portanto, não posso ir.
8. Nunca recebi um chamado de “Chefe”, dizendo que a lei diz respeito a mim. Deve dizer a respeito de outros e não a mim.
9. Uma vez que não sou filho de Deus, segundo João 1.12, não estou sob a jurisdição dessa lei. Estou servindo a outro mestre.

D. L. Moddy pregou na Universidade de Cambridge, em 1882, e eu gostaria muito de ouvir aquele irmão, porque muitos daqueles que ouviram Moody sentiram o chamado para o ministério, inclusive os famosos “Sete de Cambridge”, dentre os quais incluía-se Carlos Studd, cuja biografia recebeu, em português, o título: “O Homem Que Obedecia A Deus”. O livro narra a história de um homem que ao receber sua herança – nada menos que meio milhão de dólares! – simplesmente pegou o talão de cheques e doou tudo para a obra do Senhor. Doou tudo! Não 10% ou 50%, que já seriam importâncias astronômicas, mas, Studd e teve o desprendimento de doar tudo e ainda deu início à Grande Cruzada Mundial de Evangelização.
D. L. Moddy

O pecado da igreja em relação à Missões resume-se na palavra “insensibilidade”. Quando nós somos sensibilizados, quando somos tocados, quando vem aquela compreensão de que pela graça somos endividados, a gente começa a orar. Não precisamos ir a qualquer reunião de oração para saber que pessoas têm pedidos de oração. Estes pedidos são as coisas que nos incomodam e se após a leitura deste texto Deus não te incomodar, tudo voltará à estaca zero. Tudo terá sido como um grande bumerangue que alça vôo chega até perto do Céu, mas acaba voltando sem nada a Terra. Por isso apelo a você, que após a leitura deste texto, faça um voto de que não descansará até que metade do orçamento de sua igreja seja destinada a Missões. Fique orando, fique intercedendo para que o Espírito Santo os leve a fazer isto e, mais, peça a Deus para que a igreja não se omita em mandar 1, 2, ou 200, missionários para os campos ainda brancos da seara.

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