RADIO IPB DE LIMOEIRO DO NORTE/CE

terça-feira, 19 de abril de 2011


Homofobia: Um Esclarecimento Necessário

Rev. Hernandes Dias Lopes


A palavra homofobia está na moda. No mundo inteiro discute-se a questão do homossexualismo. Em alguns países já se aprovou a lei do casamento gay. Aqui no Brasil, tramita no congresso um projeto de lei (PL 122/2006), que visa a criminalização daqueles que se posicionarem contra a prática homossexual. O assunto que estava adormecido, em virtude de firme posição evangélica contra o referido projeto de lei, mormente na efervescência da campanha política de 2010, ganhou novo fôlego com a nova proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que pleiteia a reclusão de cinco anos, em regime fechado, para quem se posicionar publicamente contra o homossexualismo. Diante desse fato, quero propor algumas reflexões:
Em primeiro lugar, esse projeto de lei fere o mais sagrado dos direitos, que é a liberdade de consciência. Que os homossexuais têm direito garantido por lei de adotarem para si o estilo de vida que quiserem e fazer suas escolhas sexuais, ninguém questiona. O que não é cabível é nos obrigar, por força de lei, concordar com essa prática. Se os homossexuais têm liberdade de fazer suas escolhas, os heterossexuais têm o sagrado direito de pensar diferente, de serem diferentes e de expressarem livremente o seu posicionamento.
Em segundo lugar, esse projeto de lei cria uma classe privilegiada distinta das demais. O respeito ao foro íntimo e à liberdade de consciência é a base de uma sociedade justa enquanto a liberdade de expressão é a base da democracia. Não podemos amordaçar um povo sem produzir um regime totalitário, truculento e opressor. Não podemos impor um comportamento goela abaixo de uma nação nem ameaçar com os rigores da lei aqueles que pensam diferente. Nesse país se fala mal dos políticos, dos empresários, dos trabalhadores, dos religiosos, dos homens e das mulheres e só se criminaliza aqueles que discordam da prática homossexual? Onde está a igualdade de direitos? Onde está o sagrado direito da liberdade de consciência? Onde o preceito da justiça?
Em terceiro lugar, esse projeto de lei degrada os valores morais que devem reger a sociedade. O que estamos assistindo é uma inversão de valores. A questão vigente não é a tolerância ao homossexualismo, mas uma promoção dessa prática. Querem nos convencer de que a prática homossexual deve ser ensinada e adotada como uma opção sexual legítima e moralmente aceitável. Os meios de comunicação, influenciados pelos formadores de opinião dessa vertente, induzem as crianças e adolescentes a se renderem a esse estilo de vida, que diga de passagem, está na contramão dos castiços valores morais, que sempre regeram a família e a sociedade. O homossexualismo não é apenas uma prática condenada pelos preceitos de Deus, mas, também, é o fundo do poço da degradação moral de um povo (Rm 1.18-32).
Em quarto lugar, esse projeto de lei avilta os valores morais que devem reger a família. Deus criou o homem e a mulher (Gn 1.27). Ninguém nasce homossexual. Essa é uma prática aprendida que decorre de uma educação distorcida, de um abuso sofrido ou de uma escolha errada. Assim como ninguém nasce adúltero, de igual forma, ninguém nasce homossexual. Essa é uma escolha deliberada, que se transforma num hábito arraigado e num vício avassalador. Deus instituiu o casamento como uma união legal, legítima e santa entre um homem e uma mulher (Gn 2.24). A relação homossexual é vista na Palavra de Deus como abominação para o Senhor (Lv 18.22). A união homossexual é vista como um erro, uma torpeza, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28). A Palavra de Deus diz que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, a não ser que se arrependam dessa prática (1Co 6.9,10). Porém, aqueles que se convertem a Cristo e são santificados pelo Espírito Santo recebem uma nova mente, uma nova vida e o completo perdão divino (1Co 6.11).

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Fonte: Palavra da Verdade, via Ministério Batista Beréia


Extraído do site: Eleitos de Deus

Quando matar não é nem crime nem pecado

Por Fábio Correia, o Filósofo Calvinista

Ao contrário do que muitos pensam, o 6º mandamento - "Não matarás" - não é uma tácita e absoluta proibição de matar, independentemente da situação. Ou seja, em determinados casos não é pecado matar. Em determinadas situações é até necessário e recomendável matar.

Pode parecer paradoxal, mas o principal objetivo do 6º mandamento é proteger a vida. Sem essa Lei de Deus escrita e gravada no coração do homem não sobraria ninguém pra "contar a história". Ou seja, os homens se matariam uns aos outros. A proibição é para que o cidadão, individualmente, não tire a vida do outro de forma banal, isto é, para que ele não cometa assassinato, não faça justiça com as próprias mãos e sem um julgamento justo e competente.

Matar alguém significa sempre e necessariamente ter cometido um assassinato? Evidentimente que não. Isso parece já ter ficado claro. A palavra assassinato está diretamente relacionada a crime. Matar alguem em legítima defesa, por exemplo, não é um crime, logo, não é um assassinato. Mas há outras situações em que matar não se constitui nem crime nem pecado. Numa guerra justa, por exemplo, matar o inimigo também não constiui um erro, um crime, um pecado.

Para ilustrar o título dessa postagem, utilizaremos o desfecho trágico de uma tentativa de assalto a uma farmácia, na cidade de Garanhus, no agreste Pernambucano, no dia 14/03/11. Veja no dramático vídeo abaixo:


O policial que salvou a vítima e MATOU o marginal com um tiro certeiro na cabeça cometeu um assassinato? Incorreu no pecado contra o 6º mandamento, que ordena "não matar"? Evidentemente que não. Ninguém o acusará disso, antes, pelo contrário, o policial, provavelmente, será condecorado. Ele era um legítimo representante do Estado naquele momento. Essa morte não deve ser creditada na sua conta pessoal e sim na do Estado que nada mais estava fazendo que o seu papel de "proteger" a vida de seus cidadões.

O policial puxou o gatilho da arma, mas não cometeu nenhum crime. Nem mesmo incorreu em desobediência ao 6º mandamento. Erraria se fosse omisso e se essa omissão culminasse com o marginal tirando a vida da vítima. Isso deixa claro que nem sempre "matar é um crime ou pecado". Matar para proteger a própria vida, de uma vítima indefesa e de toda a coletividade é, inclusive, louvável.

Nesse sentido, chamamos a atenção para a legitimidade e responsabilidade do Estado em elimiar assassinos cruéis, frios e calculistas, após justo julgamento, prestigiando e protegendo a vida da coletividade. O filósofo Tomaz de Aquino costumava dizer que "assim como é justo amputar um membro do corpo que foi acometido por um câncer para salvar todo o resto, também justo é elimiar certos elementos para proteger e preservar toda a sociedade".

Por tudo isso e por entender que existe farta prova escriturística que ensina acerca da necessidade e da responsabilidade do Estado em proteger as pessoas, inclusive utilizando, se necessário, o "poder de espada", é que sou A FAVOR da implantação da PENA CAPITAL no Brasil, sem desconhecer, evidentemente, que mudanças precisariam ser feitas e, talvez, até mesmo outra constituição. Penso que é o único meio lícito de se promover e satisfazer o desejo de justiça nos casos de assassinatos com requintes de banalidade e crueldade. Matar e ficar "apenas preso", ainda que perpetuamente, definitivamente não é justiça na mesma proporção do crime praticado. Se quiser conhecer mais sobre o que a bíblia ensina sobre a PENA DE MORTE:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Igreja Presbiteriana proíbe dança nos cultos e determina quais são os Apóstolos legítimos

O Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) decidiu que o uso da dança nas reuniões litúrgicas e a consagração de apóstolos estão proibidos na denominação. Na reunião, até mesmo a comemoração do Natal foi pauta para avaliação dos presbíteros presentes.
Quanto ao culto de ações de graças nos domingos: “A decisão do Supremo Concílio foi não proibir as ações de graças como parte do culto no dia do Senhor, e que o culto deve ter Deus como centro. Ou seja, declarou que as ações de graças fazem parte do culto a Deus, como está na Confissão de Fé da IPB (Westminster) e que o culto não deve virar culto à personalidade, mas Deus é sempre o centro do mesmo”, disse Augusto Nicodemos em seu blog.
A explicação para a exclusão de dança e coreografia da liturgia está fundamentada na afirmação de que isso não faz parte do culto público, segundo a Bíblia. Quando aos apóstolos reconhecidos pela IPB, apenas os Doze Apóstolos de Jesus e Paulo.
Os cultos de ações de graças, de domingo à noite, também são permitidos, desde que Deus seja o centro e que a gratidão a Ele esteja presente em todas as reuniões dominicais.

Fonte: Rádio Paraíso Web Gospel

sábado, 16 de abril de 2011


Puritanos e Assembléia de Westminster

OS CATECISMOS DE WESTMINSTER (1647-1648)

Após concluir a Confissão de Fé, a Assembléia de Westminster concentrou-se na elaboração de um catecismo. Com o tempo, surgiu o consenso de que seriam necessários dois textos, “um mais exato e abrangente e outro mais fácil e breve para principiantes”. O maior destinava-se à exposição no púlpito, ao passo que o breve seria voltado para a instrução de crianças e adolescentes. O Catecismo Maior (1647) teve como principais redatores Herbert Palmer, autor de um aclamado catecismo publicado em 1640, e Anthony Tuckney, um erudito professor de teologia da Universidade de Cambridge. Além do Catecismo de Palmer, seu conteúdo doutrinário baseou-se no “Compêndio de Teologia” do bispo James Ussher e nas conclusões da própria Confissão de Fé. O Breve Catecismo (1648) foi preparado por uma pequena comissão, na qual se destacaram o já mencionado Tuckney e o brilhante matemático e teólogo de Cambridge John Wallis, um amigo íntimo de Herbert Palmer.

Os catecismos, especialmente o Breve, demonstram a mesma concisão, precisão, equilíbrio e abrangência da Confissão de Fé. Nenhum deles tem o espírito caloroso e pessoal do Catecismo de Heidelberg, mas algumas de suas respostas são igualmente memoráveis e edificantes. Ambos são estruturados em duas partes: (1) o que devemos crer a respeito de Deus e (2) quais os deveres que Deus requer de nós. A primeira parte recapitula o ensinamento básico da Confissão de Fé sobre a natureza de Deus e sua obra criadora e redentora; a segunda parte contém uma exposição do Decálogo, a doutrina da fé e do arrependimento, e os meios de graça, concluindo com uma exposição da Oração do Senhor. O Catecismo Maior tem 196 perguntas. Suas respostas, por vezes bastante longas, são admiravelmente claras, constituindo um complemento e comentário da Confissão de Fé. A pergunta inicial indaga: “Qual é o fim supremo e principal do homem?”. A famosa resposta afirma que esse fim é “glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”.

O Breve Catecismo, contendo 107 perguntas e respostas, é considerado uma obra-prima por sua estrutura harmoniosa, instrução condensada e abrangente, e expressão lúcida e vigorosa. Sua primeira e última perguntas são semelhantes às do Catecismo Maior. Enquanto este de um modo geral caiu em desuso, o Breve Catecismo tem sido muito utilizado e amado ao longo dos séculos. Nenhum catecismo reformado tem sido mais influente do que este. Alguns o consideram demasiado difícil para ser usado como um recurso didático eficaz para crianças, mas o fato é que o catecismo sempre pressupôs a mediação de um professor. Quanto ao Catecismo Maior, muitas vezes é considerado por demais detalhado, e até mesmo legalista, em sua exposição da lei. As pessoas se deparam com uma enorme lista de deveres nem sempre fáceis de relacionar com as determinações simples do Decálogo. Todavia, essa ênfase reflete a importância que os puritanos atribuíam à lei de Deus, segundo o entendimento de que os preceitos do evangelho não deviam ser somente cridos, mas aplicados concretamente nas diferentes situações éticas com que se deparam os cristãos.

A Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana da Escócia adotou os dois catecismos em 1648, o primeiro como um “diretório para catequizar aqueles que já fizeram algum progresso no conhecimento dos fundamentos da religião” e o segundo como um “diretório para catequizar os de menor capacidade”. A partir da Escócia, esses valiosos documentos doutrinários se difundiram entre a maior parte das igrejas reformados ao redor do mundo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011


"O que é revelação geral e revelação especial?"

Resposta:
Revelação geral e revelação especial são as duas formas que Deus tem escolhido para Se revelar à humanidade. Revelação Geral se refere às verdades gerais que podemos aprender sobre Deus através da natureza. Revelação Especial se refere às verdades mais específicas que podemos aprender sobre Deus através do supernatural.

Em relação à revelação geral, Salmos 19:1-4 declara: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.” De acordo com essa passagem, a existência e o poder de Deus podem ser vistos claramente através da observação do universo. A ordem, detalhes e maravilha da Criação falam da existência de um Criador poderoso e glorioso.

Revelação geral também é ensinada em Romanos 1:20: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”. Semelhante ao Salmo 19, Romanos 1:20 ensina que o poder eterno e a natureza divina de Deus “claramente se conhecem” e são “percebidos” pelo que foi criado, e não há nenhuma desculpa para negar esses fatos. Com essas Escrituras em mente, talvez uma definição de revelação geral seria: “a revelação de Deus a todas as pessoas, durante todos os tempos, em todos os lugares, que revela que Deus existe e que é inteligente, poderoso e transcendente.”

Revelação especial é como Deus escolheu Se revelar através de meios milagrosos. Revelação especial inclui aparições físicas de Deus, sonhos, visões, a Palavra escrita de Deus, e mais importante – Jesus Cristo. A Bíblia registra Deus aparecendo de forma física várias vezes (alguns exemplos: Gênesis 3:8; 18:1; Êxodus 3:1-4; 34:5-7). Segundo, a Bíblia registra Deus falando a pessoas através de sonhos (Gênesis 28:12; 37:5; 1 Reis 3:5; Daniel capítulo 2) e visões (Gênesis 15:1; Ezequiel 8:3-4; Daniel capíutlo 7; 2 Coríntios 12:1-7).

Uma parte importante da revelação de Deus é a Sua Palavra, a Bíblia, a qual também é uma forma de revelação especial. Deus de forma milagrosa guiou os autores das Escrituras a registrar corretamente Sua mensagem à humanidade, enquanto ainda usava os estilos e personalidades dos autores humanos. A palavra de Deus é viva e ativa (Hebreus 4:12). A Palavra de Deus é inspirada, útil e suficiente (2 Timóteo 3:16-17). Deus determinou que a verdade sobre Si mesmo seria registrada na forma escrita porque Ele sabia da imperfeição e falta de confiabilidade da tradição oral. Ele também sabia que os sonhos e visões dos homens poderiam ser mal interpretados e as lembranças desses sonhos distorcidas. Deus decidiu revelar tudo que a humanidade precisava saber sobre Ele, o que Ele quer, e o que Ele tem feito por nós, na Bíblia. Ele também tem prometido sustentá-la e preservá-la por todos os tempos.

A forma suprema de revelação especial é a pessoa de Jesus Cristo. Deus se tornou um ser humano (João 1:1,14). Hebreus 1:1-3 resume muito bem: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser.” Deus se tornou um ser humano na pessoa de Jesus Cristo para se identificar conosco, para ser um exemplo para nós, para nos ensinar, para revelar a Si mesmo a nós e, mais importante, para nos providenciar salvação ao Se humilhar com morte na cruz (Filipenses 2:6-8). Jesus Cristo é a “revelação especial” mais suprema de Deus.